sexta-feira, 7 de março de 2008

I - AERONÁUTICA MILITAR

-------------------- Reabastecimento de um avião POTEZ 25, nos anos 30
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---- Sendo a Força Aérea a lídima sucessora da Aeronáutica Militar, mau seria que não se revisse na história da sua antepassada. É uma história em que podemos vêr de que "massa" são feitos aqueles que souberam vencer vicissitudes de vária ordem para, com perseverança, coragem, querer, confiança e muito saber, souberam transmitir aos vindouros o gosto pela coisas do ar, projectando-se no futuro de modo decisivo. Os Homens que hoje fazem a Força Aérea são herdeiros de outros Homens de corpo inteiro, que fizeram o caminho capaz de nos levar ao cabal cumprimento da Missão que à Força Aérea é cometida.
---- A vontade de voar é inerente ao próprio Homem, não lhe sendo de estranhar esta atracção pelas lendárias "aventuras" de Ícaro, a inspiração de Leonardo DaVinci, o balão a ar quente de Montgolfier, os relatos de Júlio Verne do voo do balão clássico, a "Passarola" do Pe. Bartolomeu Lourenço de Gusmão, o planador de Lilienthal, o primeiro avião dos irmãos Wright...não esquecendo o impulso dado pelos famosos Bleriot, Santos Dumund, Gago Coutinho, Sacadura Cabral, Lindberg, os irmãos Whittle e tantos outros pioneiros da aviação mundial.
---- Em Portugal, até porque fomos sempre acompanhando a evolução das coisas do ar, sendo nomeada uma Comissão de Aeronáutica Militar, composta por oficiais do Exército e da Armada, sendo estes que vieram a lançar a 1ª. Escola de Aeronáutica Militar e o Campo de Aviação Militar, que a Lei publicada em 14 de Maio de 1914 foram legalmente instituídas e instaladas em Vila Nova da Rainha, próximo da Azambuja. Teve, inicialmente, dois aviões a equipá-la : um "DEPERDUSSIN B" e um "FARMAN MF4", a que vieram juntar outros dois "FARMAN MF11", em 1916, no mês de Outubro.
---- O 1º. curso de Piloto iniciou-se com a frequência de 14 oficiais, dos quais "chumbaram" 3, que acabaram por concluír o curso numa data posterior. Em 1917 o número de aviões foi aumentado para 13, com a aquisição de novos aparelhos.
---- Logo após o 1º. Curso de Pilotagem realizado em Vila Nova da Rainha, o Exército e a Armada seguiram caminhos distintos, mas de grande incremento à causa do ar. É assim que aparece a Escola de Aviação da Armada, em 1916, adquirindo-se os primeiros hidroaviões, sobre a supervisão do Comandante Sacadura Cabral. Construíu-se o hangar do Bom Sucesso, em Belém, e entrou am actividade o Centro de Aviação Marítima de São Jacinto, na zona de Aveiro, passando a Armada, através da missão integrada destes dois Centros, a ser a responsável pela vigilância e defesa da costa Atlântica Portuguesa, no pós I Guerra Mundial.
---- Ao ser constituído o CEP - Corpo Expedicionário Português - para combater em França, ao lado dos Aliados, constituiu-se também o Grupo de Esquadrilhas composto pela Esquadrilha de Caça e as Esquadrilhas de Reconhecimento e Regulação de Tiro de Artilharia, integrando este Grupo de Esquadrilhas 31 Pilotos, alguns observadores aéreos e pessoal de apoio logístico.
---- Se em Moçambique se deu o 1º. acidente aéreo que causou uma vítima - o Alferes Jorge Gorgulho -, em França tivemos um Piloto morto em combate, que foi o Capitão Piloto Óscar Monteiro Torres, herói condecorado com a Torre e Espada - condecoração Portuguesa - e com a Legião de Honra, concedida pela França.
---- 1918, logo que terminou a I Guerra Mundial, veio permitir a reorganização e consolidação da Aeronáutica, criando-se, em 1919, o 1º. Grupo de Esquadrilhas de Aviação "República", constituído pela Esquadrilha de Caça e Esquadrilha de Bombardeamento e Observação, que foram instaladas na Amadora.
---- A Escola de Aeronáutica Militar, decorria o ano de 1921, foi transferida para a Granja do Marquês, em Sintra, e mudou o nome para Escola Militar de Aeronáutica. No mesmo local veio a ser instalada, também, a Base Aérea de Sintra, que havia sido criada conjuntamente com a Base Aérea da Ota e a de Tancos. Na reorganização de 1924, a Aeronáutica Militar passou a ser uma Arma do Exército. A Esquadrilha da Amadora foi extinta, de forma gradual.
---- Em Alverca do Ribatejo desde há muito que se construíam aviões e motores, no Parque Militar Aeronáutico, instalado desde 1920. Construiram-se ali alguns aviões como o "CAUDRON G III- durante os anos 20 foram construídos 50 destes aparelhos -, o "MORANE-SAULNIER M.S.233 - construídos, em 1931, 16 aviões -, o "AVRO 626", de que foram fabricados 17, em 1938, e o "TIGER MOTH", que viu serem construídas 91 unidades entre os anos de 1938 a 1952.

1 comentário:

Anónimo disse...

cHAMO ME RUTE MONTEIRO TORRES FRANCO DE LEMOS E GOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE CAPITÃO OSCAR MONTEIRO TORRES MORTO EM COMBATE EM FRANÇA . SOU SOBRINHA NETA E TENHO 41 ANOS TELEM 96 907 3488 E MEU EMAIL RL-PARAMOUNT@HOTMAIL.COM.
OBRIGADA E CUMPRIMENTOS
RUTE