sábado, 7 de junho de 2008

DEFESA AÉREA...

Avião Dornier DO - 27, que serviu na Guerra no Ultramar
* Foi entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial que a aeronáutica militar veio a conhecer um desenvolvimento a todos os títulos prodigioso, seja no domínio tecnológico - maiores performances, sincronização do tiro de metralhadora através do hélice... - quer no domínio das doutrinas de emprego - criação dos caças, aviões bombardeiros, etc. A potência do bombardeamento aéreo, através de grandes formações de aviões transportando bombas bastante pesadas, é rápidamente percebida e analisada pelos especialistas teóricos, que vão ao ponto de considerar que a decisão estratégica deverá passar a ser obtida pela devastação das forças militares e dos civis adversários, que se encontrem atrás da linha da frente de combate das tropas. Essas teorias são aplicadas pelos Alemães durante a Batalha de Inglaterra, mas sobretudo pelos estrategas anglo-saxões durante a Segunda Guerra Mundial.
* A finalidade estratégica primária da aviação é alcançar a supremacia aérea logo nas primeiras horas do conflito, destruíndo as forças aéreas inimigas. A partir deste desiderato alcançado, poderá dedicar-se a missões autónomas de caça ou bombardeamento dos objectivos do inimigo, colaborando também em outras operações, nomeadamente o apoio táctico ao solo, missão que, nas Forças Aéreas modernas, é, regra geral, cometida aos helicópteros. A informação, o reconhecimento ou o patrulhamento constituem também missões tradicionais, cada vez mais importantes na aviação militar.
* O rápido incremento e desenvolvimento do processo tecnológico modificou profundamente a aviação e constrange-a a uma adaptação permanente. O míssil aumenta o seu alcance, a sua potência de destruição e de precisão. O armamento designado de 'inteligente' possibilita alcançar os danos desejados com menor esforço e aumenta a sobrevivência das aeronaves, pois é lançado fora da envolvente dos alvos antiaéreos que defendem os objectivos. A competição entre medidas e contramedidas electrónicas torna-se a chave da eficiência nas acções aéreas. A espionagem aérea traz novas prespectivas à aviação no seu esforço para escapar à detecção dos radares.
* É essa uma das razões para a evolução que a Força Aérea Portuguesa tem vindo a sofrer... não sendo equipada com os F-117 da Lockeed ou os B-2 da Northrop, mas apenas com os "modestos" F-16... o que já nem é mau de todo, considerando o tipo de aviões utilizados na Guerra do Ultramar! Modernices, diriam alguns...

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