domingo, 22 de junho de 2008

RES NOM VERBA - Sempre!!!

O GALGO - símbolo da caça e da B.A.3

* - Alguém disse, um dia, referindo-se à Base Aérea nº. 3, que esta apenas seria importante enquanto fosse uma Unidade composta por pessoas importantes.
* - Creio que esse alguém teria razão no raciocínio expandido.
* - Sabemos e acreditamos que a BA3 jamais se apagará da memória daqueles que a procuraram honrar e souberam fazer dela uma Unidade diferente, procurando dar a todos aqueles que, um dia, ultrapassaram os seus portões, a exacta noção do sentido do Dever cumprido para com a Pátria e para consigo mesmo, contribuíndo de uma forma indelével para o prestígio e engrandecimento da Força Aérea.
* - E onde se situava a Base Aérea nº. 3, pergunta-se, depois que alguém decidiu encerrá-la?
* - Procura-se não caír na tentação fácil de voltar a tecer loas de engrandecimento da Base e da sua área de implementação, mas sempre direi que não se torna necessário fazê-lo, porquanto os poetas têm-se comprazido em cantar toda a magnificência do local, que é um verdadeiro hino à natureza. Mas bastaria uma razão para o não fazer, mesmo havendo a tal ajuda poética dos nossos vates, ao longo dos tempos: É que foi naquele mesmo espaço, onde outrora a Força Aérea formou milhares de Homens em armas e com "asas", visando o cabal cumprimento da Missão Primária que estava cometida à FAP, que funcionou, a partir de 1888, um Batalhão de Aeroestatação Militar, querendo isto dizer que foi ali, naquele mesmo local, que os Militares portugueses lançavam os seus balões de ar quente.
* - Com o Decreto nº. 16.134, de Novembro de 1918, criou-se a Direcção de Aeronáutica e a Escola Militar deb Aeronáutica, que a partir de 1920 começou a funcionar em Sintra - Granja do Marquês. O mesmo Decreto criou a Esquadrilha Mista de Treino e Depósito, que a partir de 1921 passou estar situada em Tancos, com a designação de Esquadrilha de Caça. Com a criação da Arma de Aeronáutica, passou a funcionar em Tancos o Grupo Independente de Protecção e Combate. Em Tancos manteve-se em actividade, até 01 de Janeiro de 1939, o Grupo de Caça, mudando então o nome para BASE AÉREA DE TANCOS. No dia 30 de Outubro de 1939, a Unidade adoptou oficialmente o nome que, orgulhosamente, ostentou até à data do seu encerramento BASE AÉREA Nº. 3.
* - Mas... a resposta pedida era para a pergunta: ONDE SE SITUAVA A BASE AÉREA Nº. 3?
E a resposta é simples de dar: Estava situada junto ao Rio Tejo, mesmo ao pé do Templário Castelo de Almourol, numa zona luxuriante que é conhecida como "Polígono de Tancos". Nesse Polígono funcionam algumas Unidades Militares, como o Batalhão de Ponteneiros de Engenharia, a Base de Tropas Paraquedistas, a Escola Prática de Engenharia... e agora, na antiga BA3, o Grupo de Aviação Ligeira do Exército (GAL).
* - É caso para dizer: o bom filho à casa torna, pelo que o retorno do Exército àquela Unidade era de prever, depois que os Páraquedistas transitaram da Força Aérea para aquele Ramo das Forças Armadas.
MAS A BASE AÉREA Nº. 3 É ETERNA, NA MEMÓRIA DAQUELES QUE NELA SERVIRAM, COM ORGULHO!

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