Coroa de flores no Monumento aos Mortos...e eles honraram a Pátria e por ela se deram em holocausto da vida!
Passados que são 35 anos sobre a morte de três jovens em Guidaje, no norte da Guiné-Bissau, eis que regressaram, finalmente, da missão da sua vida! O José Lourenço, o António Vitoriano e o Manuel Peixoto podem, finalmente, descansar dos perigos da missão que os levou para os caminhos da guerra, pois regressaram à Pátria Mãe.
Passados que são 35 anos sobre a morte de três jovens em Guidaje, no norte da Guiné-Bissau, eis que regressaram, finalmente, da missão da sua vida! O José Lourenço, o António Vitoriano e o Manuel Peixoto podem, finalmente, descansar dos perigos da missão que os levou para os caminhos da guerra, pois regressaram à Pátria Mãe.
Vieram de uma terra que tinham aprendido ser parte inquestionávelmente inseparável de Portugal. Vieram de uma terra que sentiam ser uma filha de Portugal, mas uma filha rebelde, voluntariosa, que pretendia separar-se da mãe, pois queria a independência!
Quantos filhos conhecemos nós que pretendem emancipar-se dos pais e usam de mil e um estrategemas para o conseguir? Os territórios ultramarinos estão dentro desse conceito e o que resulta nas situações de incompatibilidade e troca de mimos é, muitas das vezes, o corte de relações entre pais e filhos... até que ambas as partes voltem a dialogar. Em África também houve injustiças, angustias, queixas, alegrias, tristezas, agressões de toda a ordem, como se de uma relação pai/filho se tratasse.
Por causa dessas agressões... quantas vidas, como as destes três pára-quedistas, foram para sempre ceifadas lá por terras de África? Quem pode justificar o que aconteceu? O Povo, como sempre, seja preto, branco ou amarelo, sofre a falta de diálogo entre todos. Será que temos de maldizer a hora em que o Infante virou os olhos para o mar... quando viu a grandeza de um Povo mostrar-se à transparência das águas dos oceanos?
Houve falhas no relacionamento entre a Metrópole e os seus territórios ultramarinos, convenhamos que é verdade, mas, repito:- alguma vez viu uma relação pais/filhos que não tivesse momentos de tensão? É deste modo que se cresce e se prepara o caminho para o momento importante em que os filhos se vão separar dos pais, sem recriminações recíprocas nem azedumes serôdios, mas com aquela cordialidade e urbanidade que provém do amor!
É nos momentos de tristeza, como este da chegada das ossadas dos três valorosos Soldados Pára-quedistas, que acabamos por interpelar o nosso EU mais profundo e pretendemos uma resposta para tudo aquilo que foi o nosso percurso na defesa da Pátria naqueles inóspitos territórios de África. Hoje defendem-se interesses de outras Nações, a troco de remunerações apenas imagináveis para os que defenderam Portugal em África. Bem armados e equipados, os novos Soldados, quais mercenários a soldo, vão defender os interesses de quem lhes pagar melhor... ou pouco faltará para que assim seja. Valerá menos a vida daqueles Portugueses, Pretos, Brancos ou Amarelos, que viviam na Guiné, em Angola, em Moçambique e em todos os outros locais onde outrora flutuou a Bandeira das Quinas, que as vidas dos Kozovares, Sérvios, Croatas, Azéris a quem as Forças Armadas Portuguesas com tanto empenho... que até merece que se repita a Comissão? É que, quando era para o Ultramar... "vão para o ar condicionado encher-se, e esta já é a 4ª. Comissão...", dizia-se depreciativamente. Não interessava o facto de então se estar a zelar pela vida de Portugueses! Estes, para os detractores, não contavam!
Houve falhas no relacionamento entre a Metrópole e os seus territórios ultramarinos, convenhamos que é verdade, mas, repito:- alguma vez viu uma relação pais/filhos que não tivesse momentos de tensão? É deste modo que se cresce e se prepara o caminho para o momento importante em que os filhos se vão separar dos pais, sem recriminações recíprocas nem azedumes serôdios, mas com aquela cordialidade e urbanidade que provém do amor!
É nos momentos de tristeza, como este da chegada das ossadas dos três valorosos Soldados Pára-quedistas, que acabamos por interpelar o nosso EU mais profundo e pretendemos uma resposta para tudo aquilo que foi o nosso percurso na defesa da Pátria naqueles inóspitos territórios de África. Hoje defendem-se interesses de outras Nações, a troco de remunerações apenas imagináveis para os que defenderam Portugal em África. Bem armados e equipados, os novos Soldados, quais mercenários a soldo, vão defender os interesses de quem lhes pagar melhor... ou pouco faltará para que assim seja. Valerá menos a vida daqueles Portugueses, Pretos, Brancos ou Amarelos, que viviam na Guiné, em Angola, em Moçambique e em todos os outros locais onde outrora flutuou a Bandeira das Quinas, que as vidas dos Kozovares, Sérvios, Croatas, Azéris a quem as Forças Armadas Portuguesas com tanto empenho... que até merece que se repita a Comissão? É que, quando era para o Ultramar... "vão para o ar condicionado encher-se, e esta já é a 4ª. Comissão...", dizia-se depreciativamente. Não interessava o facto de então se estar a zelar pela vida de Portugueses! Estes, para os detractores, não contavam!
Mas... valeu a pena? "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena"... e a alma dos verdadeiros Portugueses é enorme, infinita!
VE


