segunda-feira, 15 de setembro de 2008

COISAS QUE ACONTECEM...

* Numa Unidade de instrução, como era a Base Aérea nº. 3, havia acontecimentos que estariam um pouco para lá do que se poderia classificar como "normais", dadas as características, os protagonistas e o impacto desses mesmos acontecimentos sobre a comunidade Militar e Civil que por ali laborava.
* Uma ocasião, numa determinada recruta a mancebos destinados ao Serviço Geral, o Primeiro Sargento Baltazar notou que havia um determinado Recruta que tinha dificuldades em marchar, arrastando os pés com sinais de algum sofrimento.
* O Primeiro Sargento, como lhe competia, chamava a atençao do rapaz para esse facto: - "Senhor 47... vamos lá a acertar esse passo e a levantar os pés! Não quero vêr os pés arrastados!"
* O Recruta bem se queixava que tinha uma bolha nos pés... que não aguentava mais as botas... que tinha os pés em sangue, mas sem resultado.
* Novamente o Baltazar: "Vamos lá a acertar o passo, senhor 47, senão acerto-lhe um pontapé no trazeiro que vai parar a Lisboa!"
* Resposta pronta do Recruta: "Senhor Primeiro... por favor um pouco mais devagar que eu sou de Vila Franca!".
* Numa outra ocasião, o Primeiro Cabo Bento Pinto, da EMI, foi apanhado pelo Sargento Zé Maria, dos Combustíveis, a tirar gasolina da bomba, que ficava frente à Esquadrilha de Transportes. Porque havia um contencioso entre eles, o caso chegou aos ouvidos do 1º. Comandante, ao tempo o Coronel Tirocinado Rosa Rodrigues, que mandou chamar o Bento Pinto ao gabinete. Assim que ele chegou, mostrou-lhe a lata cheia de combustível e perguntou-lhe:
- "Ouça lá, nosso Cabo! Pode explicar o que é isto??"
- "Sabe, Comandante... o Zé Maria não me grama e arranjou esta para me tramar!" - responde o Bento Pinto.
- "Mas a lata é tua ou não é, óh Bento?" retrucou o Comandante
- "É, mas só escorripichei o que estava na mangueira... e se está cheio não sei como foi!" - desculpou-se o Bento.
- "Não sei se foi assim ou não... mas para que precisas da gasolina? Não tens carro ou motorizada..."
- "Pois não!" - diz o Bento Pinto de chofre - "É que isso é para o meu isqueiro!"
- "Teu isqueiro? Desde quando fumas? Nunca te vi um isqueiro!" - admira-se o Comandante.
- "Mas tenho-o aqui, Comandante!" - diz o Cabo Bento, tirando do bolso um isqueiro daqueles de mecha e pederneira... que nem precisa de gasolina.
* O Comandante sorriu... e lá mandou o Bento Pinto em paz, recomendando-lhe que não voltasse a ter um deslize daqueles.
* Outra ocasião, quando um Recruta ia à Enfermaria para uma consulta médica, vai para fazer a continência a um Tenente que passava, mas, vendo aproximar-se um Major, que se apresentava do outro lado, levanta os dois braços, em simulâneo ... fazendo continência aos dois Oficiais.
* Há muitas outras histórias para serem recordadas, mas para tanto será preciso voltar a este post, o que farei com todo o gosto... porque sei que não basta ser titular do blog, é também preciso alimentá-lo, acarinhá-lo, protegê-lo... e isso é não só a minha obrigação, como minha devoção.

2 comentários:

Anónimo disse...

Na noite em que o Cor/Pilav A.R.Santos confratenizava com os sargentos na messe, anunciando a sua saída para o COFA eu decidi participar, tocando o sino da capela em rebate estridente.
Creio que ainda hoje a patrulha da PA anda à minha procura.

Abraços

Anónimo disse...

Mil desculpas, mas por lapso escrevi A.R.Santos quando queria dizer A.M.Rodrigues.

Abraços a todos