sábado, 11 de outubro de 2008

OVNIS SOBRE O CASTELO DE BODE?


Na Base Aérea nº. 3, por muito que se diga o contrário, nunca andaram marcianos à solta nem se viram astronaves de Júpiter a espiar aquela Unidade, pese embora terem nela existido algumas das mais sofisticadas máquinas de guerra que alguma vez cruzaram os céus portugueses. Estou a falar dos celebrados Hawker Fury, os JU-52, os Morane-Saunier, os Hurricane, os T-6... não liguém, pois estava a brincar com coisas sérias.
O caso que relato foi um acontecimento verificado à vertical da Barragem do Castelo de Bode, em 17 de Junho de 1977. Sobre o possível avistamento de um OVNI, deixou a palavra ao então Furriel Piloto Francisco Rodrigues.
"Andava a escolher em que núvem havia de se meter" quando viu algo escuro, muito escuro, no meio de uma, que contrastava com as restantes, que eram esbranquiçadas; nesse momento deveria estar à vertical daquilo que julga ser uma subestação da Barragem.
Afirmou o Furriel Rodrigues ter pensado ser um avião de carga que andasse a fazer um "voo por instrumentos" e acreditou que "aquela mancha escura" poderia ser, talvez, o nariz do radar, apesar de já haver deduzido que o nariz do avião era muito pequeno relativamente àquela fuzelagem que tinha pela frente.
Iniciou então uma volta pela esquerda, ao mesmo tempo que contacta a torre a perguntar se haveria "tráfego" naquela zona. Informado negativamente, solicitou que da torre fosse contactado BATINA (radar) e averiguassem a existência de qualquer actividade aérea não identificada naquela área. Foi informado que não havia nada a registar, continuando a sua volta pela esquerda até completar 315º.
Foi então que viu surgir um objecto com cerca de 6 metros, que se apresentava pelas 11 horas. Nesta altura, aquilo que lhe parecia ser a metade inferior daquele "corpo", que talvez tivesse uns 12 a 15 metros de comprimento, tornara-se bastante bem visivel, enquanto a parte superior se mostrava encoberta pelas nuvens, parecendo que estava parado ou a deslocar-se a uma velocidade bastante reduzida.
Esteve a observar aquela coisa durante cerca de 3 segundos, o suficiente para verificar que era escuro, quase preto, tinha saliências que poderiam ser janelas, possívelmente três, quatro ou cinco de côr branca-amarelada e que "não eram transparentes".
O furriel José Francisco Rodrigues pensa que o objecto terá partido a grande velocidade, uma vez que, num ápice , deixou de o vêr. Segundo afirmou, numa fracção de segundo houve vários acontecimentos, quase em simultâneo: enquanto observava o OVNI e ao fim de cerca de três segundos, o DO-27 entrou em "perda"! Por palavras suas, a aeronave entrou "numa picada incontrolável", deixando assim de ver o "fenómeno". O piloto julga que a "picada" terá sido provocada, muito provavelmente, devido a uma falha dos filetes de ar na asa, porque o motor manifestou fortes vibrações, que provocaram a "perda do avião", totalmente fora das suas características.
A falta de sustentação da DORNIER foi de tal ordem que o furriel Francisco afirmou:
"pensava não me safar daquela vez". E prosseguiu " ...activei os comandos no sentido de recuperar o avião sem que este reagisse; cheguei, inclusivé, a activar, cruzando os comandos na tentativa de recuperar, levando o manche à frente; porém, o avião atingiu rapidamente os 140 e, de seguida, os 180 nós. Tentei novamente a recuperação da picada, o que finalmente consegui, já muito perto do solo. Penso mesmo que cheguei a tocar nas árvores ali existentes; por sua vez o Gyro (Giroscópio Direccional Electrico) enlouqueceu, porque, quando recuperei, apresentava um desfazamento de 180 graus em relação à bússula ; isto é, depois de ter recuperado reparei que me dirigia para Norte e não para Sul".
Desta observação foi feito
relatório preliminar, que foi enviado ao Estado Maior da Força Aérea.
Houve algumas pessoas que testemunharam, a partir do solo, que o avião fazia um ruído tremendo e parecia cair em "folha morta".
Quando o piloto regressou à Base Aérea nº. 3, foi submetido a exames médicos, concluindo-se que estava em perfeito estado de saúde. Como lhe competia, elaborou um relatório onde reportou o sucedido ao Estado Maior da Força Aérea. Alguns colegas do jovem piloto ainda insinuaram que o Furriel José Francisco teria visto a Barragem de Castelo de Bode de cabeça para baixo, mas este contrapôs, de forma veemente: "Não sou doido ! Se tivesse efectuado um voo invertido, com certeza que teria espetado na cabeça os quatro parafusos que estão salientes no teto do avião".
PERGUNTO: Foi OVNI? Foi alucinação? Foi "peta"? Quem souber explicar que o faça, porque eu não sei, não vi, não estive presente no avião... apenas sabendo e acreditando convicto que o Xico Rodrigues não mentiu... e viu qualquer coisa!

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