terça-feira, 11 de novembro de 2008

O SÃO MARTINHO NA BA3

Estando a Base a dois passos mal medidos da Golegã, parecia mal que a malta, que até gostava bastante daquele pitéu maravilhoso que se chamava "Bife à Central", não gostasse também de ir à Feira da Golegã, ou de São Martinho, aproveitando a oportunidade para se abastecer de nozes, passas de uva ou figos secos, já para não falar nas ferramentas utilizadas na lavoura ...e não só.
Por conseguinte, não havia "bicho careta" que não soubesse cantar o "Fado da Golegã", que afirmava, convicto:
"Óh Golegã...
...loiças e barros,
ferros e carros,
nozes e vinho!
Óh Golegã...
...és a primeira
terra toureira
que vai à feira
de São Martinho!"
Muitos aproveitavam o ensejo para trazer as famílias até à feira, para que estas pudesses gozar os prazeres da boa mesa, das "pingas" bastante generosas, para além de comprarem alguns haveres necessários para as festividades do Natal, que não tardaria aí.
Nas Messes, a gerência fazia questão em assinalar esta efeméride, servindo aos comensais as belas castanhas assadas ou cozidas, com o respectivo "tintol" a acompanhar, seja o tinto da região ou a jeropiga de ocasião. É engraçado, mas este sinal já era dado desde tempos muito recuados, tornando-se uma tradição... que alguém veio a quebrar ao resolver fechar a BA3. São coisas que ficaram para sempre no subconsciente daqueles que nesta Unidade viveram horas belíssimas das suas vidas. E nem se torna necessário recuperar as quadras do António Mourão:
"Óh tempo, volta p'ra trás,,,"
Para a posterioridade, apenas nos restará cantar:
"São Martinho vai chegar,
nozes, castanhas e vinho!
Vamos todos celebrar...
...é Dia da São Martinho!
***
Abre a pipa óh Beatriz,
que eu quero ficar feliz!"

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