terça-feira, 30 de dezembro de 2008

JURAR BANDEIRA ...


...é uma prática ancestral, vinda desde tempos já distantes, quando o jovem era admitido nas fileiras e, logo que terminava o seu período básico de instrução, tinha de jurar perante a Bandeira Pátria, símbolo máximo do seu País, que o defenderia de qualquer agressão perpetrada por outrém, mesmo com risco da própria vida.
Já nos tempos da cavalaria medieval se fazia uma Velada de Armas, a anteceder o acto de armar cavaleiros os jovens mancebos, que juravam lealdade à coroa, na pessoa do seu soberano, ao seu brazão de família, que juravam honrar, à sua dama, que juravam proteger, tal como as mais nobres loeis da cavalaria. Era este o cerimonial que antecedeu os Juramentos de Bandeira que, durante muitos anos, foram realizados na nossa saudosa Base Aérea 3.
O poema que se segue recorda-nos o significado daquele pedaço de tecido, que era apresentado com todas as honras aos Recrutas, naquele dia inolvidável, que era o do Juramento de Bandeira:
*
À Bandeira
*
Salve, bandeira sagrada,
Bandeira de Portugal!
No cimo do monte agreste,
No fundo do ameno val'
Ergue-te, bandeira, santa,
Bandeira de Portugal!
Salve, símbolo sagrado
Da Pátria que é nossa mãe,
A quem eu respeito e amo,
Como não amo ninguém!
Salve, bandeira que lembras
A Pátria que é minha mãe!
Feita do sol da glória,
Bandeira do meu país,
Tens sulcado os mares longínquos

Em tanto dia feliz,
E ganho tanta batalha,
Bandeira do meu país!
Oh! Bandeira azul e branca!
Azul, como o belo çéu,
Branca, cor dos brancos anjos...
Que grande encanto é o teu!
As cores da nossa bandeira
Vieram ambas do çéu!
Grava-te bem na minha alma,
Bandeira minha querida!
Que eu nunca em vida me esqueça
De que à Pátria devo a vida,
O sangue, a glória, tudo,
Bandeira minha querida!
Salve, bandeira formosa,
Bandeira do meu país,
Que por ele é minha vida
E que eu morria feliz,
Se na morte me abraçasses,
Bandeira do meu país!
Porque eu te amo no mundo,
Como não amo ninguém,
Salve, bandeira que lembras
A Pátria que é minha mãe!
d
Autor:
António de Oliveira Salazar
aos vinte anos
*
Repare-se que o Autor do poema fala das cores azul e branca, que eram as que a Bandeira de Portugal ostentava então. No entanto ele referia-se à Bandeira Portuguesa, porque símbolo da Pátria, a quem ele chamava mãe!

1 comentário:

Anónimo disse...

Alguém tem videos de cerimónias da BA3 de 1986?