quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

MAIS ASAS NO CÉU...

O Major General Jorge Manuel da Silva Fernandes Lessa, distinto Oficial Piloto Aviador da nossa Força Aérea, nascido em Braga no ano de 1952 - tinha 56 anos - faleceu no pretérito dia 03 de Janeiro, vítima de doença súbita.
Exercia as funções de Director de Pessoal da FAP, mas era uma questão de honra para ele voar ainda como operacional, pilotando o seu avião mais querido, como era o Hércules C-130, que iria pilotar numa das viagens entre Lisboa e os Açores, tal como já havia feito para o Afeganistão e a Bósnia.
Devido à falta de pilotos, voltara a voar à cerca de um ano, tendo mais de 5.500 horas de voo.
Estava empenhado no projecto do novo Museu do Ar, a instalar na Base Aérea nº. 1, em Sintra, de que foi o grande promotor e será inaugurado ainda durante o corrente ano.
O Major General Jorge Lessa havia prestado serviço na extinta Base Aérea nº. 7, em São Jacinto, na extinta Base Aérea nº. 3, em Tancos, na Base Aérea nº. 4, nas Lajes - Açores, na Base Aérea nº. 6 - Montijo e na Base Aérea nº. 1, de que foi Comandante até Outubro de 2006.
À Família enlutada as nossas mais respeitosas condolências, extensivas à Força Aérea, que ele amava e de que era um distinto Oficial General e ao seu Sporting Clube de Braga, de que era indefectível adepto.
Paz à sua alma... e que continue na rota certa entre os Anjos e Santos do céu, onde continuará a ser, certamente, aquele Homem sempre sorridente, sempre bem disposto, com um coração cheio de generosidade e simpatia para todos aqueles que com ele conviviam.

1 comentário:

Anónimo disse...

Sem o privilégio de ter conhecido o Sr Major-General, tenho a honra de conviver com a família próxima, que muito admiro, por transmitir uma vida que parece mais densa do que na maior parte de nós. Associei-me por isso à homenagem fúnebre em Braga, gravando esta pequena nota em respeito pela família, e em honra do Sr Major-General e da instituição militar.
Àqueles para quem a vida é comparável a uma “rua de sentido único”, como o tempo, com uma direccionalidade definida, e uma natureza irreversível, depara-se a questão - como assimilar uma perda irreparável? Dificilmente, parece-me, porque as coisas para as quais não temos medida, não podem ser completamente imaginadas e, desde logo, compreendidas, aceites, e integradas.
Nesse contexto, o protocolo das honras militares, exaltado o cumprimento do dever, não deixa de afigurar-se como uma metáfora do consolo que nos resta e da responsabilidade que, julgo, nos deve recordar esta ocasião – estar à altura do carácter exemplar que reconhecemos àqueles que perdemos.
Um grande abraço,
AM