sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

SAUDADES SÓ FICAM BEM...

...quando alguém pode dizer, convictamente, ter sido feliz numa determinada experiência vivida, no local onde se viveu essa mesma experiência ou pelos amigos que veio a conseguir grangear durante a sua permanência no local da tal experiência.
A Base Aérea nº. 3 foi um ponto de encontro de muitas situações vividas por todos aqueles que um dia a demandaram para alí fazer um curso, obter uma qualificação técnica ou, simplesmente, na vigência do cumprimento do Serviço Militar na Força Aérea.
Há muitas memórias capazes de proporcionar uma história de vida de quem conheceu aquela Base que formava Homens ávidos por mostrar todas as competências nela adquiridas. Formaram-se Pilotos, Navegadores, homens da Polícia Aérea, Amanuenses, Condutores Auto, Clarins, Sapadores Bombeiro e uma lista infindável de capacidades que permitiam aos Militares da Força Aérea cumprir com prontidão e zêlo as incumbências que lhes estavam cometidas para o cabal cumprimento da Missão em que estivessem inseridos.
Quando foi determinada a rutura definitiva com as paredes daquela Escola de Formação de Carácteres, houve qualquer coisa que se quebrou dentro do peito de alguns dos que ali haviam vivido uma parte importante das suas vidas... mas a Força Aérea não terminou ali, apesar de ter sido ferida, de algum modo, na sua dimensão formativa. Quantos jovens, conscientes ou não do que fizeram, juraram um dia, perante o seu Estandarte Nacional, servir a Pátria, obedecer aos Chefes, cumprir as Leis e por ela (Pátria) dar a sua própria vida, se necessário? Haverá maneira de se avaliar o frémito sentido dentro do peito, no momento em que se fez tal Juramento? Torna-se fácil pensar-se nos resultados que se poderiam obter com uma tal leitura... e os resultados podem ser o motivo porque, mais de 10 anos passados sobre a extinção da Base Aérea nº. 3, ainda se não extinguiu da memória daqueles que nela exerceram funções... e a saudade fala mais alto naqueles momentos em que são convidados a confraternizar em encontros plenos de recordações.
A Base Aérea nº. 3, tal como outras Unidades da Força Aérea, quer fossem sediadas na Metrópole ou no Ultramar, cumpriram um desígnio patriótico ímpar no contexto das Forças Armadas, podendo dizer-se que nelas se completaram os ciclos de vida de qualquer ser humano: - NASCEU... CRESCEU... VIVEU... MORREU!
Foi nelas que se completaram tais ciclos, com maior ou menor impacto no todo nacional, com a mesma dignidade com que viveram a sua vida na família ou na comunidade civil local.

1 comentário:

Anónimo disse...

Parece Almourol?