sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril... 35 anos depois...

Hoje comemora-se a revolução "dos Cravos", "dos Capitães" ou do "25 de Abril", acontecida à 35 anos atrás por iniciativa de um grupo de militares, que se vieram a constituir como Movimento das Forças Armadas.
Trinta e cinco anos depois desse Abril revolucionário, muitas coisas aconteceram, umas positivas outras negativas, algumas perigosas outras... ingénuas por demais para serem verdadeiras.
Porque as independências das possessões ultramarinas foram uma consequência lógica da revolução, não se acautelaram os interesses de milhares de pessoas que, depois de uma vida de trabalho insano tido nos lugares mais inóspitos de África, tiveram de deixar tudo para salvar as suas vidas e a dos seus.
Este foi um dos "D" programáticos do MFA que não foi pensado pelos revoltosos. Descolonizar era necessário, mas não era do modo como se processou.
O outro "D", correspondente a Democratizar, também teve um resultado muito àquem do pretendido, porque o Povo não estava/está preparado para assumir tão "amplas liberdades"... e a liberdade demasiada é sempre má conselheira. Veja-se o que aconteceu no após 26 de Abril: fizeram-se campanhas de dinamização cultural - o terceiro "D", de Dinamizar - , ocuparam-se propriedades urbanas e agrícolas, sanearam-se entidades patronais, usaram-se bombas para matar em nome da liberdade, assaltaram-se sedes de partidos, houve o PREC, o COPCOM, com o comandante deste a pretender encerrar o Povo no Campo Pequeno, surgiram os SUV's, as FP-25 de Abril, o 11 de Março, as nacionalizações, a destruição do aparelho produtivo, o assalto aos postos chave da economia, com a colocação dos "amigos" nas administrações...
...até que chegou a hora de encerrar aquelas Unidades da Força Aérea que não se vergavam perante as insidiosas tropelias dos novos senhores da Pátria, que não olharam a meios para atingir os seus fins. E ASSIM SE ENCERROU A BASE AÉREA Nº. 3, com a passagem das suas instalações para as mãos daqueles que sempre a cobiçaram, como era o caso do Exército.
Mas o 25 de Abril também veio proporcionar outras coisas impensáveis, como foi o caso da mudança da moeda do Escudo para o Euro, a subserviência à Comunidade Europeia, que tenta levar Portugal a tornar-se uma pequena província de uma grande nação chamada Europa, a hipoteca total da economia do País à mania das grandezas, como é o caso do TGV, imposto pela governação europeia ou Ibérica, tanto faz, para não estar a falar do novo aeroporto, porque este é um mal necessário... mesmo que pareça pretender-se entrar para o Guiness construíndo um aeroporto a rivalizar com os mais modernos do mundo. Seja na Ota, em Alcochete, em Alcabideche ou no alto da Torre da Serra da Estrela, o Lino faz! O Lino é o maior, desde que o povo tenha paciência e continue a apertar o cinto, pois o Sócrates tem de ter o melhor para os seus amigos Zapateros, Eduardos dos Santos ou Hugos Chavez. O Partido assim o quer...
Trinta e cinco anos depois de Abril de 74, seria oportuno mandar-se celebrar uma Missa em Acção de Graças pela ingenuidade dos portugueses, que continuam a acreditar nos cantos de sereia do Primeiro Ministro... e depois queixam-se!
Que São Nuno de Santa Maria nos valha!

1 comentário:

Anónimo disse...

eles passaram por cá

melins1986-1989.blogspot.com

abraços