quarta-feira, 15 de abril de 2009

O 25 de Abril...

A passagem de testemunho de Caetano para Spínola
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Há 35 anos um grupo de militares, oriundos dos três Ramos das Forças Armadas e das Forças de Segurança, levaram a cabo a enorme "gesta" do derrube do regime do Estado Novo, impondo ao País uma Junta de Salvação Nacional que, logo que se escreveu uma nova Constituição, que tinha a pretensão de levar esta Nação para o... socialismo, talvez porque Portugal era agora uma democracia...
Viveu-se um PREC, houve a Maioria Silenciosa, com prisões arbitrárias; houve o 11 de Março, originado numa dita "Matança da Páscoa", de inspiração comunista, e continuaram a haver prisões... e deu-se a fuga de Spínola para Espanha; houve saneamentos, barricadas, FP 25 de Abril, MDLP, ELP, ciou-se o COPCON, perpetraram-se assaltos a sedes de Partidos de Direita, aconteceram nacionalizações, promoções, despromoções, euforias, confusões... até que, por fim, chegou umoutro 25, mas este agora foi em Novembro, que c e teve como finalidade colocar no devido lugar alguns politiqueiros mais exaltados e remeter os Militares revolucionários para os Quarteis.
Algumas sequelas da revolução chamada dos Cravos ainda fazem doer uma boa parte da sociedade portuguesa... mercê da exemplar descolonização levada a cabo por um Governo composto por gente comprometidoa com muitas das mortes acontecidas nas guerras de África, pela ajuda e apoio que as Internacionais socialista e comunista iam dando aos Movimentos de Libertação.
Recordemos o 25 de Abril:
"Revolução dos Cravos" foi o nome atribuído ao golpe de estado militar que, apenas num dia, derrubou, sem grande resistência das forças leais ao governo - que cederam perante a revolta das Forças Armadas - um regime político que vigorava em Portugal desde 1926.
Este levantamento, também conhecido pelos portugueses como "o 25 de Abril", foi levado a cabo, em 1974, por oficiais intermédios da hierarquia militar (conhecido por MFA), na sua maior parte capitães que haviam participado na Guerra do Ultramar.
Considera-se, em termos gerais, que esta revolução trouxe a liberdade ao Povo Português, denominando-se como "Dia da Liberdade" o feriado que em Portugal comemora esta revolução.
A primeira reunião clandestina dos capitães foi realizada em Bissau, no dia 21 de Agosto de 1973, possivelmente esquecidos de que haveria camaradas de armas que estavam a morrer... no preciso momento em que eles conspiravam. Uma nova reunião aconteceu em 09 de Setembro do mesmo ano, agora no Monte Sobral (Alcáçovas) passando então a conspiração a ser designada por Movimento das Forças Armadas.
No dia 05 de Março de 1975 foi aprovado o primeiro documento do movimento: "Os Militares, as Forças Armadas e a Nação". Este documento foi posto a circular clandestinamente.
No dia 14 de Março o governo demitiu os generais António de Spínola e Francisco Costa Gomes dos cargos de Vice-Chefe e Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, alegando que por se terem recusado a participar numa cerimónia de apoio ao regime. No entanto, a verdadeira causa da expulsão dos dois Generais terá sido o facto de o primeiro ter escrito, com cobertura do segundo, o livro, "Portugal e o Futuro", no qual, pela primeira vez uma alta patente advoga a necessidade de se encontrar uma solução política para as revoltas separatistas nas colónias e não de uma solução militar. No dia 24 de Março aconteceu a última reunião clandestina, onde foi decidido o derrube do regime pela força.
TERÁ VALIDO A PENA? EM DETERMINADOS ASPECTOS SIM! MAS OUTROS HÁ QUE SUSCITAM DÚVIDAS!

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