sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Ainda o 25 de Novembro

Uma imagem do 25 de Novembro
Hoje, no Parlamento, quando da votação de um voto de congratulações pelo 25 de Novembro, apresentado pelo CDS, ouviram-se alguns ataques, impropérios e desvirtuações ao significado daquela data, proferidos por sectores mais esquerdistas da política portuguesa, como não poderia deixar de ser.
O inefável pseudo historiador Fernando Rosas destilou venenos por todos os poros, coisa que não é para admirar, dado tratar-se de um verdadeiro defensor das "inverdades democráticas" que o seu partido vai defendendo hoje como a UDP defendeu ontem. Para ele o 25 de Novembro foi mais uma tentativa de desvirtuar o 25 de Abril levada a cabo pelos odiosos fascistas de direita, mas jamais conseguiram esse desiderato - afirma o probo historiador -, porque os verdadeiros democratas não deixaram que tal pudesse acontecer.
Este excelso representante da extrema esquerda devia rever os seus conceitos de história e lêr atentamente aquilo que Marcus Tulius afirmava no ano 35 antes de Cristo.Mas a minha admiração mais completa advém daquilo que foi dito pelo heróico e distintíssimo Capitão de Abril - mesmo sabendo que não foi promovido nesta data... - Marques Mendes, que colhe os louros da sua heroicidade nos corredores da Assembleia da República... e no auditório, enquanto deputado.
Ele não ficou satisfeito por o texto do CDS não haver feito referências ao 25 de Abril , apenas se centrando naquilo que foi o 25 de Novembro. Já viram ter de ser ele a recordar que participou no 25 de Abril e no 25 de Novembro? Brada aos céus, caramba! Aqueles heróis que ousaram fazer uma revolução para não estarem sujeitos a ir para o mato em África, não podem ser esquecidos! Por tal razão, o Capitão de Abril - não sei se chegou a ser promovido a outro posto, pelos feitos revolucionários - não se coibiu de lançar algumas farpas aos proponentes do voto, mesmo que tenha dito estar satisfeito por estes se terem lembrado da data que foi há dois dias comemorada... apenas por alguns, convenhamos,
Pergunto... porque se teima em fazer a ligação entre uma data e outra? Que razões justificam haver tantos pruridos a vencer? Julgará o senhor deputado Capitão que os acontecimentos, um e outro, foram de algum modo necessários no contexto, a pontos de, de certa maneira, se complementarem um ao outro? Não!!!
O 25 de Abril trouxe a queda de um regime... proporcionou a entrega do Ultramar aos autóctones... mais liberdades entre as pessoas, no falar e no escrever... mesmo que tal liberdade seja considerada um excesso, como está mais que provado e os nossos "escritores", até então privados de liberdade criativa por causa da censura, puderam mostrar à saciedade que... não tinham nada escrito, pois a amputação da liberdade criativa era uma falácia e nada mais.
Alguém se recordará do que foi aquela "democrática" tomada das Bases e outras estruturas da Força Aérea levada a cabo pelas tropas Pára-quedistas? Alguém se lembra haverem morrido Militares dos Comandos... porque pretenderam lutar contra os projectos de determinada corrente política, empenhada em levar Portugal para uma ditadura de esquerda? Alguém se esqueceu da prepotência das prisões arbitrárias levadas a cabo pelo sinistro COPCON, que mais não era que um braço armado criado por determinada esquerda para levar o País rumo ao totalitarismo?
O 25 de Novembro foi a data em que se afastou Portugal do espectro de uma queda no abismo para onde os partidos de esquerda e extrema esquerda o pretendiam lançar. Isto seria o que os Marques Mendes, os Fernando Rosas ou as cliques comunistóides marxistas, trostskistas, leninistas, maoístas ou quejandas pretendiam.
Por estas razões... e pelo que eu próprio sofri às mãos dos Páras, quando da sua "heróica" tomada da Base Aérea nº. 3, em Tancos, onde eles me prenderam nesse dia... Viva o 25 de Novembro!!!

1 comentário:

Anónimo disse...

A quantidade de ódio nos olhos dos comunas...
Faltou atirar os comunas todos ao mar para irem a nadar para Cuba.