sábado, 6 de março de 2010

no dia 11 de Março...


...vão estar passados 35 anos sobre o "conhecimento" da indelével nódoa que apareceu postada no imaculado tecido da ainda muito jovem democracia - a acreditar não ser apenas um espectro de tal sistema... -, e parece que Portugal ainda não se conseguiu livrar dos resquícios de tal nódoa, que vai tirando "brilho" e notoriedade a tanto que tem sido feito por cá, bom e mau, porque ainda está o tal osso PREC atravessado na garganta de quem se foi entretendo a engolir sapos, gatos, elefantes e até engenheiros mais ou menos bem instruídos pela gestão académica "independente" que em determinado momento grassou no País.
Bem... não sabemos bem se o 11 de Março foi mais um "cantar Abril", uma forma de estar "sempre, sempre ao lado do Povo..." até porque sempre foi claro que "...o Povo é quem mais ordena!", mesmo que lhe seja ordenado que pare de sonhar com paraísos inexistentes, como é o caso da "terra para quem a trabalha...", cientes de que "ninguém pode fechar as portas que Abril abriu..." e outras atoardas lançadas ao ar para o Zé engolir em seco, porque nem que se fizessem mil e uma "matanças da Páscoa" haveria carniça para tantos abutres como aqueles que se revelaram no período dessa coisa abjecta chamada PREC.
Talvez os ares da Guiné-Bissau tenham embotado um pouco o discernimento do Cabo de Guerra António de Spínola e o tenha levado a acreditar em algumas histórias que lhe foram contar, mas ele não era totalmente ingénuo e algum fogo havia no meio da fumaça, como diria Pinheiro de Azevedo. Se Spínola acreditou é porque esteve eminente qualquer coisa de dantesco saída das células vermelhuscas do PCP de então, pois não só o Cunhal era um estratega com astúcia de chacal, tal como o eram o sibilento Carlos Brito, o bonomioso Octávio Pato, o artífice das mil patranhas Vital Moreira e tantos outros, conhecidos ou desconhecidos, que leram a cartilha ao ti Vasco Gonçalves quando este era utente do Miguel Bombarda e o levaram a ser seu "cavalo de Tróia" no ambiente castrense, onde encontrou os subservientes necessários para levar por diante uma contra-revolução... que apenas não deu certo porque nem todos os Militares estavam pelos ajustes em ser traidores ao Juramento de Bandeira um dia proferido!
35 anos depois do 11 de Março, ainda dá para vêr pulsar dentro do peito de muitos daqueles que então estavam na Base Aérea 3 e daí pretenderam ser a resposta às arremetidas do Partido Comunista, pagando a sua coragem com a liberdade que então lhes foi cerceada.
Tancos foi sempre um baluarte importante na defesa da incipiente democracia, que se afirmava havia sido instituída com a Revolução de Abril. Talvez tenha sido esse o facto que mais pesou para se determinar o encerramento da BA3... mas isso jamais os políticos aceitarão revelar! Para nós fica a memória... e a saudade!

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