quarta-feira, 9 de junho de 2010

Dia dos Combatentes

Amanhã, dia 10 de Junho, é dia de recordar os camaradas mortos em Africa, entre 1961 e 1974, ao serviço da Pátria, mesmo que agora muito o não queiram assumir.
Aconteceu uma situação militar que teve de ser enfrentada pelas Forças Armadas Portuguesas, nos primeiros meses de 1974, nos teatros de operações que estavam situados na Guiné, em Angola ou em Moçambique, que acabou por constituir a mais importante e generalizada justificação de um processo que se viu designado por «descolonização», talvez pela forma desastrosa como foi conduzido e pelos resultados trágicos que veio a provocar.
A guerra, ssegundo afirmam alguns teóricos da nossa política, já estaria militarmente perdida. E até o estaria politica e diplomáticamente, segundo outras "doutas" opiniões, pelo que era importante evitar-se, de alguma forma, um desenlace desonroso para as nossas fileiras.
Esta é uma justificação que surge da parte de alguns politicos civis que nos foram impingidos com o 25 de Abril e que este Movimento revolucionário pretendeu tornar importantes. E é curioso de se saber que esses Politicos, na sua grande maioria, viviam luxuosos exílios no estrangeiro, onde se haviam refugiado apenas por oposição aos regimes do Dr. Salazar e do Dr.Marcello Caetano... e também para fugirem ao cumprimento dos seus deveres militares.
Quase todos conviviam ou colaboravam com o inimigo - que na prática eram sempre facções com ideologia marxista, como no caso do PAIGC, MPLA ou FRELIMO -, enquanto os seus concidadãos estavam a combater em defesa do Ultramar e das suas populações. Muitos desses políticos estiveram envolvidos na preparação do 25 de Abril que, ajudaram a executar e a orientar. Foi mesma justificação invocada por alguns dos (então) jovens militares que estiveram implicados na Revolução. Dos politicos civis se pode dizer que não conheciam o Ultramar, nem tampouco a situação militar que ali se vivia, pois muitos, repetito, tinham fugido à guerra, constituindo-se na situação de compelidos, refractários ou desertores.
São alguns desses que amanhã irão deitar cá para fora palavras bonitas para confortar as suas consciências, porque os Combatentes são, no seu subconsciente, uma praga a debelar, porque lhes trazem à lembrança a sua traição à memórias d"aqueles que por obras valerosas, se vão da lei da morte libertando", como escreveu Camões.
O dia 10 de Junho é o Dia do Combatente, de Portugal e de Camões, como o será das Comunidades, da Raça, do Anjo de Portugal... mas apenas uma coisa se pode realçar: O DIA DO COMBATENTE APENAS FARÁ SENTIDO SE ESTES FOREM TRATADOS COM A DIGNIDADE QUE MERECEM, COM O RESPEITO QUE LHES É DEVIDO POR PARTE DE UMA PÁTRIA QUE TARDA EM RECONHECER QUE "PORTUGAL É OBRA DE SOLDADOS"!

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