quinta-feira, 12 de agosto de 2010

NUM PAÍS EM CONVULSÃO...CONFUSÃO!!!


Quando estava na que em tempos se chamou Base Aérea nº. 3 - agora "potencial" santuário dos futuros "zingarelhos" que se espera venham um dia a equipar um nova aeronáutica... sonho de algum menino que falhou a entrada na FAP e resolveu que se um dia fosse alguém na "Tropa", iria lutar pela reintrodução das "asas" no Exército -, houve uma tentativa de dotar a Força Aérea de capacidade para combater incêndios florestais e não só, utilizando os meios aéreos para o lançamento de caldas retardantes que permitissem prestar ajuda aos Soldados da Paz no combate às chamas.
Os aviões C-130 foram preparados para esse trabalho, com a instalação de "kites" para a largada da calda, foi instruído o pessoal necessário para a execução dessa missão, fizeram-se algumas largadas experimentais, até no festival aéreo nas comemorações do Dia da Força Aérea, como aconteceu na Covilhã, por exemplo, e tudo parecia estar na santa paz dos anjos... até que o
Governo resolveu que a Força Aérea não podia estar a "roubar" o pão às firmas especializadas no fornecimento de meios de combate a incêndios.
Alegava-se que ao Estado não era permitido competir com as empresas civis em nenhuma circunstância... razão que está implícita na privatização das OGMA e outras empresas por aí fora, incluindo a Manutenção Militar.
Bem... julgo que está bem latente o porquê de muitas das lutas contra as empresas estatizadas... especialmente agora que todo o País está em chamas e o combate aos incêndios está cada vez mais dificultado. Os Voluntários, pese embora toda a heroicidade colocada no combate aos incêndios, sentem que não está a ser coroada de êxito... porque a alguém não interessa uma coordenação que leve à extinção das chamas... porque então teria de parar a árvore das patacas que é o aluguer de meios aéreos de combate aos incêndios.
Enquanto não houver uma entidade estatal responsável pelos meios aéreos, como de certo modo acontece com o INEM, estes meios vão sendo alugados por autênticas fortunas... e os meios nunca são do Estado... que já pagou o valor deles e de que maneira.. e isso é o que pretendem as empresas privadas.
- Crie-se uma divisão aerotransportada especializada no combate aos incêndios, dando-lhes os meios necessários e vão a vêr se a coisa não resulta;
- Regulamente-se a limpesa das matas e multe-se exemplarmente quem não cumpra;
- Entregue-se a essa divisão, que pode ser coordenada pelo Serviço Nacional de Bombeiros, pelos Sapadores ou por outra entidade a designar, a premente responsabilidade de erradicar os incêndios das nossas matas e parques naturais, promovendo inspecção de todo o espaço nacional no que respeita a limpeza de matas, verificação de leitos de cheia, inspecção de arribas, do parque habitacional... erm suma: de tudo o que possa contribuír para a segurança de pessoas e bens em casa do calamidades eventuais.
Isso sim, era um bom serviço prestado ao País... que vai ardendo... ardendo...
Os Kits para o C-130 combaterem os incêndios continuam no Montijo.
Portugal tem, há mais de 20 anos, equipamentos para instalar nos C-130, com o objectivo de combater os incêndios. Esses kits foram adquiridos em 1985, como alternativa mais económica à aquisição dos "Canadairs", mas os sucessivos Governos optaram pelas empresas civis, que alugam os aviões especializados no combate aos incêndios.
Alguém me dirá que estas empresas sobrevivem sem incêndios??? É que não acredito!

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