quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PUBLICAÇÃO AERONÁUTICA

Quando a Euro Impala resolveu editar a sua HISTÓRIA DA AVIAÇÃO, de que neste Blog dei conta, fiquei com imensa curiosidade e congratulei-me pelo facto de haver finalmente uma editora a prestar um serviço que, no meu entender, tardava em ser feito.
A Força Aérea Portuguesa deu o seu apoio, o que achei excelente, porque assim estaria assegurada a idoneidade da obra... pensava eu, até pela larga divulgação das coisas do ar que o MAIS ALTO, ao longo dos anos da sua existência, foi fazendo, dando subsídios extraordinários para o êxito de um trabalho que poderia e deveria ser um orgulho para a FAP.
Não sei se o Coronel Macário, ilustre Director do Museu do Ar, teve conhecimento atempado das matérias que seriam publicadas nos 5 volumes que constituiram a HISTÓRIA DA AVIAÇÂO, pois julgo estar bastante incompleta a parte respeitante à nossa Força Aérea, omitindo-se parte significativa do que foi a Aeronáutica Militar Portuguesa até 1952, ano da criação da FAP. Omite-se por completo o papel que teve a extinta Base Aérea nº. 3, que então era designada como Esquadrilha Mista de Treino e Depósito, existente em Tancos, esquecendo-se a sua Esquadrilha nº. 1 de Caça, fundada em 01 de Janeiro de 1926 e que teve como símbolo o Galgo.
E as Esquadras 502 e 552? Uma operou os míticos NORDATLAS, a outra operava os helicópteros ALOUETTE II e foi o berço dos tão prestigiados ROTORES DE PORTUGAL.
Acabou por ser apenas um aperitivo para uma HISTÓRIA DA AVIAÇÃO que não faça omissões e diga realmente quem foi o quê na história do ar. E não devemos esquecer que a Força Aérea existe porque existem aviões e pilotos... mas também quem arranje uns e dê de comer aos outros. Na BA3 havia essa consciência.
Os Portugueses já mereciam uma história da FAP digna desse nome.

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