quarta-feira, 15 de junho de 2011

Conhecer a nossa antiga Casa

Não é crível que alguém tenha estado em Tancos, no cumprimento das suas obrigações militares ou em qualquer outra actividade ... e não saiba nada sobre a terra que albergou a muito antiga e já extinta Base Aérea nº. 3.
É assim que julgo de algum interesse conhecer os cantos daquela que já foi a casa de tantos, fosse na Base, nos Páras ou na Emgenharia.
Existem duas versões sobre a origem de Tancos.
A primeira, diz que Tancos foi fundado por cavaleiros franceses que vieram ajudar D.Afonso Henriques na conquista de Lisboa em 1147.
O Rei doou então várias terras aos militares estrangeiros (Cruzados) com o objectivo de serem povoadas. Entre estas terras estava Tancos, pelo que os seus povos lhe deram o nome de Francos, que
corrompendo-se deu Tancos. A segunda versão, e que parece ter maior consistência, é que Tancos foi fundado pelos Tancos ou Tabucos, povos que habitavam Abrantes.
Os Tancos eram antigos Lusitanos (Celtas) que se fundiram com os povos vindos d'além Pirinéus.
A ser verdadeira esta versão, conforme parece, a Vila de Tancos foi fundada 400 ou 500 anos antes da era Crista, pois se D. Afonso Henriques tivesse doado esta terra aos cavaleiros franceses não lha teria tirado 22' anos depois (1147/1169), para a dar aos Templários. Doou-lhes também os Castelos de Cardiga, Tomar e Zêzere.
O Castelo de Almourol, nesta altura, era apenas ruínas.
Este antiquíssimo burgo de Tancos foi elevado a Vila por D. Manuel I em 1517, separando-a da jurisdição da Vila de Atalaia, concedendo-lhe foral e dotando-a de 2 Cais fluviais, um superior e outro inferior.
De tão rico passado Tancos revê-se nostalgicamente no soberbo Castelo de Almourol, testemunho vivo duma história que a todos dá orgulho.
Com tão rico historial, quem diria, Tancos é ainda, nos nossos dias, a decadência. É a mais pobre e pequena freguesia do Concelho da Barquinha.

1 comentário:

Anónimo disse...

Conheci bem a Base do Negage, apesar de não pertencer à Força aérea. Reconheço o elevado valor patriótico dos elementos que ali prestaram serviço. Algumas vezes voei nas Dornier, em reconhecimento aéreo, acompanhando o Sr Oficial de operações da Bat. Caç. 317, sediado no Quitexe. Como era de tranmissões, sempre que estivesse de serviço ou não, estava encarregado de dar apoio terrestre a qualquer aeronave que andasse nas redondezas. Tais como coordenadas, etc. Como as comunicações via rádio, por vezes eram difíceis, dei imensas vezes apoio, nas comunicações entre as bases e aeronaves. Bases de Luanda, Negage, Toto e Cabinda. Um bem haja pelo apoio concedido ao exército, nomeadamente ao Bat. Caç. 317 e a todas as unidades a ele pertencentes.