segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

VETERANOS DE GUERRA...

Nunca é demais agradecer a forma generosa como o Sr. Coronel Vitor Santos, um distinto Oficial das nossas Forças Armadas que se encontra na situação de Reforma, é Deficiente das Forças Armadas por doença adquirida e agravada em Campanha - fez quatro Comissões de Serviço no Ultramar, com a duração de 10 anos -, nos alerta para a situação de indignidade com que a Pátria vem fazendo gala em tratar "Aqueles  que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando", seja porque doaram o seu sangue em holocausto da Pátria, seja porque sofreram na carne o preço da sua entrega a uma causa que era de todos os portugueses, mesmo daqueles que desertaram, arranjaram 'pé chato' ou contrataram os serviços de um Zé Cunha que os libertassem da fastidiosa ida para a guerra.
Os nossos Veteranos... na 1ª. aparição pública
O escrito que segue é um grito de revolta, que tenho o gosto de publicar.
Veteranos australianos... até no reconhecimento o são!
"UMA VERGONHA
1.  Especialistas ingleses e norte-americanos estudaram comparativamente o esforço das Nações envolvidas em vários conflitos em simultâneo, principalmente no que respeita à gestão desses mesmos conflitos, nos campos da logística geral, do pessoal, das economias que os suportam e dos resultados obtidos.
Assim, chegaram à conclusão que em todo o Mundo só havia 2 Países que mantiveram 3 Teatros de Operações em simultâneo; a poderosa Grã-Bretanha, com frentes na Malásia (a 9,300 Km, de 1948 a 1960), no Quénia (a 5.700 Kms., de 1952 a 1956), e em Chipre (a 3.000 Kms., de 1954 a 1959), e o pequenino Portugal, com frentes na Guiné (a 3.400 Kms.), Angola (a 7.300 Kms) e Moçambique (a 10.300 Kms.), de 1961 a 1974 (13 anos seguidos). Estes especialistas chegaram à conclusão que Portugal, dadas as premissas económicas, as dificuldades logísticas para abastecer as 3 frentes, bem como a sua distância, a vastidão dos territórios em causa e a enormidade das suas fronteiras, foi aquele que melhores resultados obteve.
E na América... são mesmo respeitados!
Consideraram, por último, que as performances obtidas por Portugal, se devem sobretudo à capacidade de adaptação e sofrimento dos seus recursos humanos e à sobrecarga que foi possível exigir a um grupo reduzido de quadros dos 3 Ramos das Forças Arnadas, comissão atrás de comissão, com intervalos exíguos de recuperação física e psicológica.
Isto são observadores internacionais a afirmá-lo.
Conheci em Lisboa oficiais americanos com duas comissões no Vietnam. Só que ambos com 3 meses em cada comissão, intervalados por períodos de descanso de outros 3 meses no Hawaii.
Todos os que serviram a Pátria e principalmente as gerações de Oficiais, Sargentos e Praças dos 3 Ramos das Forças Armadas que serviram durante 13 anos na Guerra do Ultramar, nos 3 Teatros de Operações, só pelo facto de aguentarem este esforço sobrehumano que se reflecte necessáriamente em debilidades de saúde precoces, mazelas para toda a vida, invalidez total ou parcial, e morte, tudo ao serviço da Pátria, merecem o reconhecimento da Nação, que jamais lhes foi dado. " (Continua)

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