quinta-feira, 5 de abril de 2012

É SEMPRE A ROUBAR O POBRE...




"O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, reconheceu esta quinta-feira, no final do debate no Parlamento, que cometeu um «lapso» quando, em Outubro, disse que o corte nos subsídios de férias e Natal seriam até 2013.
No entanto, Gaspar frisou que o relatório do Orçamento do Estado para 2012, entregue na Assembleia da República, refere que o corte nos subsídios será durante o período de vigência do programa de ajustamento, ou seja, só serão repostos em 2015.
Sob fogo cerrado de toda a oposição durante o debate do Orçamento Rectificativo, o ministro foi confrontado pelo deputado do BE, Pedro Filipe Soares, que citou uma entrevista do ministro em Outubro do ano passado: «
O corte é temporário. Existirá durante a vigência do programa. Esse período acaba em 2013, dizia o ministro. Este governo mente aos portugueses e insiste que no assalto que é cortar os subsídios».Gaspar respondeu que se «trata naturalmente de um lapso» mas ressalvou que as suas palavras «não alteram a vigência do programa».
O ministro destacou «o poder da palavra escrita», remetendo para os artigos 21º e 25º do Orçamento de Estado, onde se pode ler que «
durante a vigência do programa de assistência económica e financeira, como medida excepcional, é suspenso o pagamento dos subsídios de férias e Natal ou prestações correspondentes».
«
A forma e modalidade com que será realizada essa reposição estão naturalmente em aberto de acordo com esta linguagem», acrescentou, tentando legitimar as
afirmações do primeiro-ministro,  Pedro Passos
Coelho, na quarta-feira, em entrevista à Rádio Renascença, em que admitia a reposição dos subsídios «de forma gradual» ou até a diluição desses valores nos 12 meses de salário." Que apetece dizer perante este descarado roubo de igreja perpetrado por uma espécie de governação que faz que faz mas não faz? Medidas temporárias para vigorar até 2013...2014... 2015... e até quando, perguntaremos nós?
Se foi um lapso, apenas se passou na cabeça doente de quem afirma 'vamos falar devegarinho' como se estivesse a gozar com o Zé Povinho, que faz preces ao 'Senhor Roubado' para que não permita mais Partidos Socialistas, Sociais Democratas ou Democratas Cristãos serem 'vitimas' de lapsos que nos mexam nos bolsos e deixam um sentimento de angústia a quem, depois que serviu as Forças Armadas com dignidade, se vê votado ao ostracismo por uma cáfila de incompetentes, que teimam em tornar o Militar num simples Funcionário Público. Não diabolizo estes honrados trabalhadores estatais, pois são eles os primeiros a sofrer na carne as incompetências de alguns supostos Democratas governamentais, que apenas pretendem servir-se e não servir! E é claro que também a politização das Chefias Militares levou a que estes perdessem influência nas suas Armas, razão primeira para calarem durante tanto tempo as prepotências tidas para com os seus comandados, acredito.

Nas próximas eleições, lá terei de repensar se valerá a pena ou se aumento o número daqueles que hoje votam P.A.P.  - Partido Abstencionista Português, porque passei à classe dos desiludidos da Pátria. 

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