terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CAMARATE - 32 ANOS

  
Esta noite 'comemora-se' a tragédia que enlutou Portugal no dia 04 de Dezembro de 1980, entre as 20 Horas e as 20 Horas e 30 minutos, quando um  Cessna igual ao acima mostrado se despenhou  sobre o Bairro de Camarate, vitimando o então Primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e o Ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, a companheira de Sá Carneiro, Snu Abecassis, o Chefe de Gabinete, António Patrício Gouveia e os dois pilotos do avião, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa, além de uma pessoa que se encontrava em terra.
 
O caso começou a ser investigado no próprio dia do acidente, tendo prescrito, de forma inconclusiva, em Setembro de 2006. Em Novembro do mesmo ano um antigo segurança declarou em entrevista ter colocado um engenho explosivo da sua autoria a bordo da aeronave, embora a intenção fosse somente a de assustar os ocupantes. O engenho teria sido posteriormente alterado por forma a fazer explodir o avião. Uma vez que o caso havia prescrito, apesar destas declarações, o segurança não pôde ser julgado.
Estava a decorrer a  campanha presidencial do general Soares Carneiro, candidato pela Aliança Democrática (AD) e o ministro da Defesa, Engº. Adelino Amaro da Costa tinha disponível uma aeronave Cessna para se deslocar ao Porto, onde iria assistir ao encerramento da campanha. Tendo Soares Carneiro alterado o local de encerramento da campanha para Setúbal, para onde se dirigiu acompanhado de Freitas do Amaral, o então primeiro-ministro Sá Carneiro, que também se dirigia para o Porto, acompanhado da sua companheira Snu Abecassis, acabou por desmarcar os bilhetes da TAP que tinha reservado e aceitou o convite de Amaro da Costa, embarcando a bordo do Cessna juntamente com este e com o chefe de gabinete Patrício Gouveia, e dos dois pilotos do aparelho. Poucos minutos depois explodiu.
 
 
 O avião Cessna, já a arder e deixando um rasto de detritos, embateu em cabos de alta tensão junto ao bairro das Fontainhas, perdendo velocidade e acabando por despenhar-se numa bola de fogo sobre uma casa em Camarate, perto de Lisboa. Morreram todos os seis ocupantes do aparelho, e uma pessoa que se encontrava na casa sobre a qual o avião caiu.
No próprio dia do acidente, a 4 de Dezembro de 1980, foi instaurado um inquérito preliminar, dirigido pelo Ministério Público e investigado pela Polícia Judiciária, o qual foi concluído e o relatório publicado a 9 de Outubro de 1981, considerando que não havia indício de crime e que os autos deveriam aguardar, por mera cautela, a produção de melhor prova.
Sabe-se que a hipótese de crime ainda hoje é defendida, mesmo sabendo-se também que os culpados, havendo-os, já estão mais que livres das garras da lei, por perscrição!

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