sábado, 8 de março de 2014

“Militares mendigam restos e refeições”


Ex-Combatente no Ultramar
Numa carta entregue ao princípio da tarde de ontem ao Tribunal Constitucional (TC), as associações de oficiais, sargentos e praças das Forças Armadas traçam um quadro negro da actual situação militar. “Limitamo-nos a ter presentes situações, inimagináveis há apenas alguns anos, em que militares têm de mendigar os restos das refeições servidas nas suas unidades para conseguirem alimentar os seus”, alertam.
Esta iniciativa conjunta da AOFA (Associação de Ofi ciais das Forças Armadas) e das associações de sargentos (ANS) e praças (AP) junto do TC tem como único objectivo informar aquele órgão, já que as organizações de cidadãos ou os cidadãos individualmente não podem submeter pedidos de verifi cação de constitucionalidade aos juízes-conselheiros do Constitucional.
Este envio insere-se na denominada iniciativa pública decidida para o corrente ano pelas três associações profissionais sob o lema “2014: o ano em que exprimir a indignação já não é sufi ciente”.
Mas o que está em causa, no quarto no consecutivo de austeridade, são as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2014 em relação às Forças Armadas: da redução de remunerações às promoções, da situação dos militares em regime de voluntariado e contrato, passando pela redução de efectivos, degradação da associação social complementar ou a extinção do fundo de pensões.
São referidas, ainda, situações de dupla e tripla tributação aos militares na reforma, devido à contribuição extraordinária de solidariedade e ao Orçamento rectificativo, e o corte nas pensões de sobrevivência das viúvas. As alterações à assistência à doença e regras do suplemento de residência constam, também, das queixas das associações ao TC.
Para além do recurso às sobras alimentares, a AOFA, ANS e a AP revelam que, por falta de meios para se deslocarem, militares longe da sua residência não prestam apoio presencial às famílias e admitem situações de insolvência.
Resolvemos dar a conhecer ao Tribunal Constitucional algumas das muitas situações em concreto, não duvidando de que elas serão decisivas para formular os juízos que se impõem”, conclui a missiva.
(Artigo do Jornal O PÚBLICO de hoje)
...

Dou comigo a pensar: - "Estes 'gajos' estão cobertos de razão... mas a razão não põe pão na mesa!" As 'guerras' que foi necessário travar para conseguir consensos nas intermináveis sessões acontecidas em Pedrouços, nos Altos Estudos Militares, durante o PREC... sabendo-se de antemão que tudo o que fosse conseguido seria como areia da praia que se esvai entre os nossos dedos, aproveitando a mais pequena distração para desaparecer de todo.
A 'Tropa' tinha o 'Casão'? Acabe-se com o 'Casão', porque é um benefício não acessível ao comum do Povo! Não interessa se era mais caro ou mais barato: 'BENEFÍCIOS À 'TROPA' NÃO! COMPREM NAS COOPERATIVAS DE CONSUMO GERIDAS PELO POVO, PORQUE SOLDADOS E MARINHEIROS SEMPRE...' e era esta a porcaria da lenga lenga do costume!
A 'Tropa' tem os Serviços Sociais? A Cooperativa Militar? Os Hospitais Militares? Acabe-se com isso, porque 'eles' ganham bem e até têm colégios topo de gama para os filhinhos estudarem à conta do Povo - a voz do Povo costumava ser a voz da Razão... -, se bem que pagam com o 'couro e cabelo' o privilégio que lhes é concedido de terem os filhos entregues a quem tome conta deles, enquanto vão trabalhando esforçadamente para que os filhos possam estudar.
A 'Tropa' era, é e será sempre motivo de reserva mental por parte do Povo, porque é um perigo ter-se 'gentes' que honram a Bandeira e juram perante ela SERVIR A PÁTRIA e não SERVIR-SE DA PÁTRIA! A 'Tropa' é uma gente que não tem 'pouso fixo', e servir nas Forças Armadas é estar 'À MAIS PEQUENA SOLICITAÇÃO' (Ex Mero Motu - lema da FAP), 'ONDE NECESSÁRIO... QUANDO NECESSÁRIO' - (lema dos ex-TAM)', 'EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS'- (lema do Exército), porque 'A PÁTRIA HONRAI QUE A PÁTRIA VOS CONTEMPLA' - (lema da Armada), está gravado no peito dos que honram o seu compromisso de honra.
Mas hoje... que espera o Povo das Forças Armadas? Estas não fazem ataques à democracia subvertendo as leis da República. Não têm Sindicatos a manobrar as consciências de cada um, porque esta é formada pelo carácter e sentido do dever cumprido, sem confrontos com os outros quando não vêem cumpridos os seus desejos. As Forças Armadas são o Povo armado... mas consciente!

Resta saber... até quando podemos dizer isto?

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

MAIS UMA CARTA ÀS CHEFIAS, VISANDO O GOVERNO:



 Mais uma facada nas Forças Armadas, dada pelo PM mais sinistro dos últimos tempos, que gosta de se mostrar valente para quem não pode retaliar: os reformados e deficientes!!

 
To: gabcemgfa@emgfa.pt ; gabceme.chefegab@mail.exercito.pt ; gabcema@marinha.pt ; CEMFA ; CEMFA GAB
 'Continuam por parte dos membros de governo as atitudes de desconsideração , tentativa de humilhação e divisão com os Portugueses!
O último episódio aconteceu com a argumentação do Primeiro Ministro relativamente à Associação dos Deficientes da Forças Armadas, declarando que havia que utilizar outros meios de financiamento da Associação!
Talvez descobrir uns mecenas, digo eu!
Claro que tais declarações foram feitas com intenção, atirando mais uma acha para atingir as Forças Armadas, considerando este financiamento como mais uma “regalia” das Forças Armadas que tem de ser abolida!
É preciso ter lata, quando um Primeiro Ministro que não teve a coragem de acabar com os financiamentos das 350 Institutos e 299 observatórios, a maioria dos quais nem se sabe o que fazem, mas todos eles dirigidos por conselhos de administração com vencimentos entre 5000 e 14000 Euros, vem agora declarar que o financiamento da ADFA até é uma regalia !!!
Este PM, que nunca foi soldado, nunca arriscou a vida por Portugal e, portanto não foi ferido em combate, nem ficou com limitações para toda a vida, não sabe que é obrigação de um Estado decente, proteger e cuidar dos seus Deficientes das Forças Armadas e dignificar os Militares mortos em combate?
Não é de estranhar tais atitude pois este é o mesmo PM que quando visitou Moçambique honrou os combatentes da Frelimo mortos nos combates com as nossas Forças Armadas e nem sequer visitou o cemitério onde se foram sepultados vários Militares nossos mortos em combate!!

 Como Militar na Reforma, não percebo por que razão os Chefes Militares não reagiram a mais estas afrontas!
Como eu, muitos pensam que está na hora, de desafrontar as Forças Armadas e de os Chefes Militares  mostrar que sabem ser Generais a sério e que também sabem ser líderes!
Que tal um pedido de audiência ao Comandante Chefe e ao PM, para lhes dizerem apenas que chega de tentativas de enxovalho e desconsideração contra as Forças Armadas e os seus Mortos e Deficientes por parte do Governo!
Apenas dizer isto e nada mais!
E entregar a Suas Excelência a lista das razões pelas quais as Forças Armadas têm razões para acreditar que Portugal está em sérios riscos de ser destruído!
Há que dizer que as Forças Armadas também estão muito incomodadas com a falta de coragem para suspender o financiamento dos Institutos e Observatórios, a falta de resultados na luta contra a corrupção, a destruição do SNS e das escolas e universidades públicas, a falta de coragem para reduzir para juros razoáveis o que se está a pagar para as PPPs e as SWAPs, o dinheiro que o Estado está a investir para salvar o Bancos, dinheiro esse que os mesmos Bancos investem em obrigações do Estado e o corte  em meios materiais e humanos na Justiça e na Polícia Judiciária ao mesmo tempo que reforçam as capacidades de investigaçõo da PSP e da GNR!
E acima de tudo, a destruição de milhares de famílias que passaram a viver em profunda pobreza! 

José Alberto Morais da Silva'
....

Custa acreditar que um Ministro que se preze seja capaz de deitar por terra as Forças Armadas do seu País, como acontece em Portugal! Vemos a forma como os antigos Combatentes são acarinhados noutros Países, como lhes é concedida dignidade para viver, especialmente aqueles que a sorte das armas levou a que ficassem diminuídos nas suas capacidades físicas! Em Portugal... quantas são as infraestruturas criadas foram pensadas quanto às acessibilidades para os deficientes?
Angustia saber que os nossos governantes (?) estão absolutamente distanciados dos problemas dos Portugueses, não só os deficientes, velhos e doentes, crianças e cidadãos em geral! Quando se 'dá' uma esmola às Forças de Segurança (GNR e PSP) como 'Subsídio de Fardamento' e se esquecem que também os Militares têm obrigatoriedade de se apresentarem devidamente fardados e ataviados, conforme os Regulamentos, além de que estes também estão sujeitos a serviços de 24 horas... sem que lhes seja concedido subsídio por Serviço Extraordinário... estamos conversados!
Quem fez o 25 de Abril, 40 anos atrás, foi motivado pelo final da guerra, por parte de uns, mas também por cobardia e subserviências a ideais não consentâneos com a condição de Militares, como aconteceu com outros! Na altura utilizou-se a razão da força, mas hoje há a força da razão e empurrar os Militares de espinha direita, os que sentem a sua Pátria,  que juraram defender e honrar, a partirem para situações que levem à defesa dos seus direitos inalienáveis à dignidade, à saúde, à justa remuneração, à progressão na carreira que um dia escolheram para a sua vida, pois  o aprendiz aspira poder vir a ser mestre na oficina onde aprendeu o ofício!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

MILITARES... NA UNIÃO A VITÓRIA!


MARCHA CÍVICA E DISCIPLINADA DE EX. COMBATENTES

CAROS CAMARADAS EX. COMBATENTES DE TODAS AS ARMAS.

DIA 01- 03 -14 PELAS 14H30, CONCENTRAÇÃO NO MARQUÊS DE POMBAL, PARA EXECUTAR-MOS UMA MARCHA CÍVICA DE PROTESTO E INDIGNAÇÃO, CONTRA AS CONDIÇÕES A QUE TEMOS SIDO VOTADOS COMO EX. COMBATENTES E QUE NOS ESTÃO A SER NEGADAS, DESDE O 25 DE ABRIL, POR TODOS OS PRESIDENTES DA REPUBLICA,TODOS OS GOVERNOS, TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS, TODOS OS DEPUTADOS DAS ASSEMBLEIAS DA REPUBLICA E TODAS AS PATENTES MILITARES DO QUADRO. 
ALGUMAS DESSAS CONDIÇÕES, JÁ ESTÃO CONSIGNADAS NA LEI, MAS MESMO ASSIM, TODOS OS GOVERNOS DESDE O 25 DE ABRIL ATÉ AGORA, TÊM IGNORADO AS LEIS E O NOSSO ESTATUTO DE EX. COMBATENTES DE PORTUGAL, COM DIREITOS E DEVERES.
TÊM-NOS NEGADO OS NOSSOS DIREITOS , COMO HERÓIS E MÁRTIRES NACIONAIS.
NÓS SOLDADOS TEMOS SIDO VOTADOS AO COMPLETO ABANDONO,ESQUECIMENTO E DESPRESO,ONDE SE INCLUEM TODOS AQUELES QUE DERAM AS SUAS VIDAS, EM COMBATE E ESTÃO SEPULTADOS, LONGE DAS FAMÍLIAS, ESTANDO AS SUAS CAMPAS, NO MAIS COMPLETO ABANDONO, COBERTAS APENAS POR CAPIM ALTO, QUANDO É DEVER DO ESTADO, ENTREGAR OS SEUS CORPOS ÁS SUAS FAMÍLIAS.
TODOS AQUELES QUE CONTRAÍRAM DOENÇAS INCAPACITANTES QUE NÃO SABIAM QUE TINHAM, TODOS AQUELES QUE VIERAM EXTROPIADOS DE MEMBROS OU OUTROS FERIMENTOS MUITO GRAVES. 
ALGUNS DOS NOSSOS CAMARADAS, ESTÃO A MORRER EM IDADES PREMATURAS TODOS OS DIAS, POR VIVEREM NAS RUAS,COMO SEM ABRIGO E SEM EMPREGO, POR SEREM COMPLETAMENTE EXCLUÍDOS PELA SOCIEDADE, FAMÍLIA E AMIGOS QUE NÃO CONHECEM, OU NÃO COMPREENDEM, AS SUAS DOENÇAS E SÓ LHES DEIXAM COMO ALTERNATIVA, A MORTE SUBITA NA RUA, A MISÉRIA FÍSICA E MORAL, ATIRANDO-NOS PARA A RUA E COMO ALTERNATIVA, COMER NOS CAIXOTES DO LIXO. 
MUITOS ESTÃO MORRENDO AO LADO DELES PORQUE O ESTADO SE NEGA A RECONHECER O ESTATUTO DO COMBATENTE,A RECONHECER AS DOENÇAS INCAPACITANTES, CONTRAÍDAS EM COMBATE, A TRATA-LAS,COMO É A SUA OBRIGAÇÃO,POR TEREM SIDO CONTRAÍDAS AO SERVIÇO E DEFESA DA PÁTRIA, NAS GUERRAS EM QUE TEMOS INTERVIDO POR IMPOSIÇÃO DOS POLÍTICOS.
QUEM PLANEIA E DETERMINA AS GUERRAS SÃO OS POLÍTICOS, QUEM AS FAZ E SOFRE AS CONSEQUENCIAS SÃO OS MILITARES, SOBRETUDO OS SOLDADOS.
EM TODOS OS PAÍSES CIVILIZADOS, OS SEUS COMBATENTES , HERÓIS E MÁRTIRES, SÃO RECONHECIDOS E APOIADOS PELOS GOVERNOS.
UM PAÍS QUE NÃO RECONHECE OS SEUS HERÓIS E MÁRTIRES É UM PAÍS SEM HISTÓRIA É UM PAIS MORTO.
PARA EXIGIR-MOS O QUE TEMOS DIREITO, MAS NOS TEM SIDO SISTEMATICAMENTE NEGADO, VAMOS TODOS MARCHAR DO MARQUÊS DE POMBAL, COM PARTIDA PREVISTA PARA AS 15H00 ATÉ AO ROSSIO, ONDE HAVERÁ UMA PEQUENA PALESTRA AO AR LIVRE EXPLICATIVA, DOS DIREITOS QUE NOS ESTÃO A TIRAR Á CERCA DE QUARENTA ANOS E QUE EXIGIMOS NOS SEJAM REPOSTOS IMEDIATAMENTE.

NÃO FALTES PASSA A PALAVRA A OUTROS COMBATENTES, NÃO TE ESQUEÇAS DE LEVAR A TUA BOINA, ESTANDARTE MILITAR E AS TUAS MEDALHAS.

NESTA MARCHA NÃO SERÁ PERMITIDA A COLAGEM POLÍTICA OU SINDICAL DE NINGUÉM.
SE EXISTIR INTENÇÃO DE COLAGENS, POLITICO-PARTIDÁRIAS, OU SINDICAIS, SERÃO IMEDIATAMENTE CONVIDADOS A SAIR DALI PORQUE SÃO "PERSONAS NON GRATAS", NEM PERMITIDA A SUA PRESENÇA EM DEFESA DAS SUAS IDEOLOGIAS. 

VAMOS FAZER DESTA MARCHA UMA MARCHA DE LUTA E DE INFORMAÇÃO.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

HOSPITAL DAS 'FORCAS' ARMADAS...


...E QUE SÍTIO FOI ESCOLHIDO PARA ARMAR ESSAS 'FORCAS': A NOSSA MENINA DOS OLHOS, QUE É O MESMO QUE DIZER: NO HOSPITAL DA FORÇA AÉREA, QUE UM DIA VIMOS ERGUER-SE E PASSAR A SER O NOSSO ORGULHO!
VIMOS LÁ FAZER OBRAS, VALAS QUE SE ABRIAM PARA PASSAR CABLAGEM PARA TORNAR POSSÍVEL TER-SE UMA 'IMAGIOLOGIA' A OMBREAR COM O QUE DE MELHOR SE PODERIA DESEJAR NOS EXAMES RADIOLÓGICOS!
 LENTA, MAS PROGRESSIVAMENTE, O NOSSO HOSPITAL TORNOU-SE, DE CERTO MODO, UM LEGADO DE RECONHECIMENTO PELO TRABALHO QUE O PESSOAL DA FAP DESENVOLVEU AO LONGO DE UMA VIDA, TORNANDO-SE MERECEDOR  DE TAL MIMO!
 COMO HÁ SEMPRE UM PONTO DE RUPTURA EM TUDO O QUE É DESTINADO AO BEM ESTAR DAS PESSOAS, SUSCITANDO-SE  VÁRIAS TEORIAS QUE VÃO DA INVEJA ATÉ AO NÃO RECONHECIMENTO DO DIREITO A SER-SE FELIZ NAS COISAS QUE NOS ESTÃO DESTINADAS DESDE A SUA CONCEPÇÃO. 
O HOSPITAL DA FORÇA AÉREA ERA BOM DEMAIS PARA SER APENAS DA RAPAZIADA DO AR, DADO ATÉ OS 'MAIORAIS' DO PAÍS RECORREREM AOS  SERVIÇOS HOSPITALARES DA FAP QUANDO TINHAM ALGUM PERCALÇO. 
E ISSO FOI O FIM DO HOSPITAL DA FAP... QUE PASSOU A HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS! AGORA É SÓ AUMENTAR A CAPACIDADE, PORQUE A ESTRELA JÁ TEM DONO E A RAPAZIADA PRECISA DE TER UM LOCAL ONDE SE TRATE!
 
 Foram necessários 16 quilos de explosivos para derrubar o  edifício C5 do Hospital das Forças Armadas, no Lumiar, que foi demolido ontem, Sábado 01 de Fevereiro. 
  HOUVE SÓ UM BOCADINHO DE BARULHO, QUE SE FEZ OUVIR ENQUANTO FOI SAINDO FUMO DO MEIO DO PÓ...

...FICANDO COM O ASPECTO QUE A FOTOGRAFIA NOS MOSTRA, ENQUANTO O EDIFÍCIO DO LADO AGUARDA A SUA VEZ, QUE NÃO TARDARÁ.
Para gáudio dos telespectadores, as televisões mostraram aqueles segundos fatídicos, que demoliram um edifício não muito antigo, com boa construção executada pelas 'Infras' da Força Aérea, onde haverá ainda Engenheiros e Fiscais de Obras que tiveram este Complexo do Lumiar em suas mãos... e agora o vão vendo desaparecer... pelo engenho de outras mãos!
Vai subsistindo o edifício da Messe e Alojamentos de Oficiais da Base do Lumiar... até quando?

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

PORQUE É NATAL...

REPICAM OS SINOS
 
Repicam os sinos, com fervor, nos campanários,
alvoraçados com a notícia que os seduz,
gritam aos povos e aos recantos mais solitários:
Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!

Trazem a boa nova os Magos legendários
aqui trazidos pela estrela que conduz:
animais, pastores e anjos solidários,
porque reverenciam o Menino Rei da Luz!

O Menino Deus, feito homem por bondade,
doou-se -nos, livrando-nos de todo o mal,
e ensinou-nos que a maior felicidade
é ser fraterno, amando a todos por igual.

Enquanto houver alguém que viva essa verdade,
ao relembrar o nascimento divinal,
a voz dos sinos se ouvirá na Eternidade:
Feliz Natal! Feliz Natal! Feliz Natal!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

25 DE NOVEMBRO SEMPRE...

 
No dia 25 de Novembro de 1975, no decorrer do PREC que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve  com as portas escancaradas a uma guerra civil, mercê  de um período de disputa pelo poder político-militar que abrangeu todo o Verão de 1975, quando  as forças ' democráticas' formadas pelo PS, PSD e CDS, na ala partidária, os moderados do  MFA, consubstanciados no Grupo dos Nove, e a Igreja Católica,  davam corpo ao desejo de estabelecimento de uma democracia do tipo europeu,  tendo como antagonistas as forças pró-comunistas, de que faziam parte o PCP, a UDP e outros grupelhos de extrema-esquerda, além da Esquerda Militar, que procuravam impor ao País um regime próximo do dos países comunistas, se enfrentaram em Lisboa.
Acabou o braço de ferro por ser ganho pelos moderados, reabrindo-se assim  o caminho para a democracia, mas a data, ou antes o  "quem foi quem e   fez o quê" nestes acontecimentos que levaram os radicais do MFA a aliciar a unidade pára-quedista de Tancos para marchar sobre a capital e as principais bases aéreas da FAP, é ainda hoje um  "mistério" e esse  "mistério" resume-se a uma pergunta: Foi, ou não, o PCP, com o apoio operacional da Esquerda Militar, a organização que avança para o confronto e porquê?
É que há dúvidas sobre a "incoerência" de um plano militar tão frágil, tão cheio de nada, como o que foi executado pelos revoltosos de Tancos. Politicamente... quais eram  as verdadeiras intenções e que acções desenvolveu o PCP nessa data. Poderia o PCP avançar para uma tentativa de mudança do poder político-militar utilizando um plano militar tão cheio de falhas? Quereria realmente fazer  um golpe militar, visando tomar o poder?
Seria o plano militar de quem comandava o 25 de Novembro realmente pobre de conteúdo? Não o podemos afirmar, porque qualquer aprendiz de militar verifica que uma acção de ocupação do Comando Operacional da Força Aérea e das  principais Bases Aéreas operacionais não poderá ser considerado um plano qualquer, reputando-o até como um plano inteligente e bem capaz de fazer o fiel da balança do poder pender para a esquerda pró-comunista, dado a principal força de actuação - o Exército - estar maioritariamente dominada pelos moderados,  para fazer  o desequilíbrio teriam de contar com os outros dois ramos das Forças Armadas - Marinha e Força Aérea -  podendo então impor ao Exército um realinhamento político-militar e impedir a eventual acção deste Ramo  para repor a ordem no País.  O tomar de assalto o comando da Força Aérea e as suas principais bases significava estar a subtrair ao Exército o seu principal apoio, ao mesmo tempo que seria  também uma forma de incitamento à  Marinha, em especial aos Fuzileiros,  para que tomassem uma posição  ao lado dos radicais.
Falhou alguma coisa neste plano militar? Falharam duas coisas muito importantes, sendo a primeira  o alinhamento do então comandante operacional do Copcon - QG operacional do MFA -, General Otelo Saraiva de Carvalho, ao lado dos Para-quedistas, principal 'arma' da Esquerda Militar.
Otelo sempre foi alguém com que o PCP mais voluntarista contou como aliado e comandante militar "independente" para o golpe. Só que ele foi para casa nessa madrugada, deixando os revoltosos sem um comando visível - razão do  ódio, que ainda hoje persiste, do PCP para com Otelo.
Por outro lado, falhou a acção do presidente da República, general Costa Gomes, que foi sinceramente contra a ideia de uma guerra civil, dando ordens de fidelidade hierárquica a unidades e cobertura aos militares moderados.
 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

É FARTAR, VILANAGEM!!!


O PAÍS PORTUGAL ESTÁ DE LUTO! AS SUAS FORÇAS ARMADAS ESTÃO A SER MASSACRADAS PELA INCOMPETÊNCIA DE UM FULANO INEPTO, QUE NEM SABE O QUE É SER PORTUGUÊS QUANTO MAIS SER MILITAR... 
 "... se tratas os militares como civis, lembra-te que  vestir uma farda de militar é um dever patriótico que só as amélias, os inválidos e os órfãos não estão à altura, mas também quem é militar deve rever nos seus chefes categoria e para serem respeitados como tal, quando os militares vem nos seus chefes, directores e comandantes, lacaios destes políticos que perante qualquer ordem baixam a calcinha... os militares veem neste ministro um abrunho e um burgesso"                                    
                                            
  Tem mais espírito de Militar o mais pequeno desses Alunos que o pavão que pisa a passadeira. Talvez tenha sido a inveja que levou ao estúpido fim que o Branco da Defesa quis dar ao Colégio Militar.  
Aguiar Branco com a sua 'Capitoa açoriana' e o CEMFA
Porque o Hospital da Estrela foi vendido às escondidas, teve que retirar tudo para o Hospital da Força Aérea, agora baptizado das Forças Armadas, configurando-se situações tipo meter o Rossio na Rua da Betesga. E depois admiram-se que comecem a aparecer queixas, como esta que se segue:
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"Excelentíssimos Senhores:
Com o devido respeito permitam que vos deixe algumas considerações de desagrado e algumas perguntas, as quais que gostaria de ver respondidas.
 O H.F.A. está um caos. Ninguém se entende, agora deixou de ser da F.Aérea e passou a geral, o que leva à constatação de que nem é carne nem é peixe.
Era suposto haver mais pessoal, dada a junção, mas dá-se o inverso. Despediram pessoal de todas as categorias incluindo médicos - anunciam-se mais saídas - e agora tudo está pior em termos de marcação de consultas e outros serviços.
Só alguns exemplos:
Em Ortopedia, para todo o universo de utentes, há 3 médicos. Então e os outros? Em Gastro depois de muito tempo fechada, abriu agora a consulta. Oftalmologia são meses de espera, Urologia, etc, etc, etc. O descontentamento é geral a todos os níveis, até médicos se lamentam.
Havia na Estrela a especialidade de cirurgia cardio toráxica mas só de vez em quando lá ia o médico. Agora, no Lumiar, não há essa especialidade. Pretendi marcar para cirurgia vascular na esperança de que pudesse ali apresentar o problema de um aneurisma abdominal que tenho. Só em Janeiro abrem as consultas e o médico ( que é só um ) só lá vai uma vez por mês. ( informação de quem me atendeu o telefone depois de horas e horas a tentar ser atendido ).
Mas então, foi para isto que se juntaram os hospitais militares num só? Que iluminado cérebro terá parido este aborto?. Será que consultaram os mais interessados, que são os doentes?. Se foi o atual MDN nada me admira porque, tal senhor, percebe tanto de FFAA como eu de um lagar de azeite, ele que nem recruta foi, e muito menos de serviços de saúde. Pessoa em que se nota forte tendência antimilitar não admirando, portanto, as decisões que vai tomando. É bom que se recorde que os hospitais militares foram constituídos para proporcionarem assistência a militares e suas famílias para a qual ( assistência ) neste momento se desconta 2.25% da pensão, sabendo-se que a partir de Janeiro passará a ser de 2.50%. E é esta assistência que me é proporcionada?. Agora que estou velho, cheio de mazelas, eu que jurei dar a vida pela Pátria, que fiz duas comissões no Ultramar, com uma carreira limpa com condecorações e louvores, sou assim tratado de modo tão vil e humilhante?.
Estou a fazer 80 anos, não tenho projetos de futuro nem quem dependa de mim, só gostaria, o que não será uma questão de gosto mas direito, que me fosse proporcionado um fim de vida digno.
No dia 3 de Setembro apresentei-me na urgência amparado a duas canadianas com uma crise de ciática. Fui medicado e fiz um RX, até aqui tudo certo. O pior foi que a Srª. Drª que me atendeu não soube interpretar o RX, lamentou-se de não estar ali uma colega de ortopedia que tinha ido almoçar. Receitou-me alguns medicamentos e mandou-me marcar uma consulta, a qual foi marcada para 25 de Outubro e porque havia uma vaga.
 De 3 de Setembro a 25 de Outubro com uma crise de ciática!!. Os Senhores aguentavam? Tive que resolver o problema no privado mas Senhores, NÃO É PARA AI QUE EU FAÇOS DESCONTOS!!!
Tenho imensas doenças:
glaucoma, faringite crónica, um pulmão parado, cardiopatia isquémica, hipertensão, gastrite erosiva, divertículos, coluna arrasada, artrite reumatoide, uma prótese num joelho e necessidade de implantação no outro; já fui operado 19 vezes e é esta assistência a que tenho direito?.
Com tanta espoliação que vai sendo feita à minha pensão ainda tenho que a emagrecer mais e recorrer ao privado para resolver os meus problemas de saúde?. Quando se diz que os militares têm tudo é necessário explicar bem: o militar só não paga os atos médicos no H.F.A. conforme  seu direito, pois para tal sofre os descontos mensais. Os familiares, com direito pelo militar, pagam todos os serviços de que usufruem e para levantarem os exames que façam têm que provar que os mesmos já estão pagos. Curiosamente a minha mulher, que é Funcionária Pública, que também tem desconto próprio no seu vencimento, está nas mesmas condições dos familiares dos outros militares.
Exmos. Senhores:
Este não é só o meu caso, é o de muitos camaradas que, como eu, dedicaram a sua vida à Pátria que, pelos visto, guiada pela mão de alguns incompetentes não me contempla.
P.S. - Como não considero que nada deste conteúdo seja de ordem confidencial e para que em democracia todos os atos devam ser claros, informo que esta carta irá ser divulgada por esta via.
Respeitosamente
Carlos Sousa da Silva Nuno
Sargento-Chefe reformado da F.Aérea"

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PRÉMIO 'RAMALHO EANES'


António Ramalho Eanes foi, além de Presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu entre 1976 e 1986, o coordenador das operações militares ocorridas em 25 de Novembro de 1975, que pôs fim à influência da extrema-esquerda desde o 25 de Abril de 1974 e, na prática, pôs fim ao PREC (Processo Revolucionário em Curso).
Iniciou a carreira das armas entrando para o Exército  em 1952, estudando tácticas militares (Escola do Exército, de 1952 a 1956; Estágio CIOE-Curso de Instrução de Operações Especiais, em 1962; instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares, em 1962). Frequentou, ainda, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada
, durante três anos.
No exército, Ramalho Eanes seguiu a Arma de Infantaria e serviu na Guerra Colonial, fazendo Comissões na Índia Portuguesa, Macau, Moçambique, Guiné Bissau e Angola, nestas últimas como combatente.

A 19 de Janeiro de 1972 foi feito Cavaleiro da Ordem Militar de    Avis.
Depois de demorada carreira como combatente, Ramalho Eanes encontrava-se ainda em serviço em Angola aquando da revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas e, regressado a Portugal,  foi director de programas e nomeado presidente do conselho de administração da Rádio Televisão Portuguesa,  até março de 1975
.
Em 1975, com a patente de Tenente  Coronel, dirigiu as operações militares do Golpe de 25 de Novembro desse mesmo ano, contra a facção mais radical da Esquerda Política do MFA.   Em resultado disso, o Povo escolheu-o como Presidente da República, sendo reeleito para o cargo em fins de 1980.   

Com o fim do segundo mandato como Presidente da República, em Fevereiro de 1986, assume pouco depois a presidência do PRD (Partido Renovador Democrático), tendo-se demitido do mesmo em  1987. 
Foi condecorado com o Grande-Colar da
Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 9 de Março de 1986.
Nomeado General de 4 estrelas  em 24 de Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986. Em 2000, Ramalho Eanes recusou, por razões ético-políticas, a promoção a Marechal.  É, actualmente, Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE 
- Instituto Universitário de Lisboa.
 É a este Homem que se vai dar testemunho público no próximo dia 25 de Novembro, no auditório da Associação Industrial Portuguesa, onde intervirão João Lobo Antunes, que se debruçará sobre a faceta de «Eanes, cidadão», Guilherme D'Oliveira Martins, que intervirá sobre «Eanes, político», e Garcia Leandro, que falará sobre a faceta de militar
do antigo Chefe de Estado.
A comissão cívica do testemunho público a Ramalho Eanes, que vai promover o "
prémio Responsabilidade e Cidadania António Ramalho Eanes" e deverá escolher o júri, conta com 90 personalidades, entre as quais os ex-presidentes da Assembleia da República Jaime Gama e Mota Amaral, o ex-ministro Bagão Félix, o histórico socialista Manuel Alegre, os empresários Belmiro de Azevedo e Henrique Granadeiro, os cientistas Alexandre Quintanilha e Sobrinho Simões, a presidente da Fundação Champalimaud, Leonor Beleza, os artistas plásticos Júlio Pomar e José de Guimarães, entre outros.
O general Loureiro dos Santos disse que Ramalho Eanes não concordou com a instituição do prémio.

«O senhor general é avesso a estas coisas. Como é sabido, recusou a promoção a marechal, mas na promoção a marechal aquele que vai ser promovido tem que aceitar a promoção», disse.
  
 
 Jamais me identifiquei com o seu ar sisudo, nunca gostei muito do seu discurso de palavras inacabadas, monocórdico, apesar de reconhecer que sabia o que dizia... e talvez porque o dizia. Não era das pessoas mais simpáticas do mundo, pelo menos na aparência, mas o ter cara de pau até o tornava mais credível, porque mostrava como era o carácter de um Homem das Beiras... e ele demonstrou bem que era uma pessoa digna e séria... não pelo facto de não rir, mas sim porque é um Homem acima de tudo... honesto.

domingo, 27 de outubro de 2013

PARA REFLECTIR...



"CARTA ENVIADA PELO CORONEL JOSÉ HENRIQUES AOS MEMBROS DOS GRUPOS PARLAMENTARES

Excelentíssimos e ilustríssimos
 membros dos Grupos Parlamentares
com assento na Assembleia da Republica Portuguesa.
Eu, abaixo-assinado, Américo José Guimarães Fernandes Henriques, Coronel de Infantaria “Comando” na situação de Reforma, venho através desta carta mostrar a todas Vossas Excelências o quanto a vossa prestação ao serviço do Povo Português, de quem sois os mais legítimos representantes, me tem impressionado, comovido e motivado.
Operacional do 25 de Abril de 1974, conspirador no planeamento do Movimento das Forças Armadas (foi em minha casa que o então Major Otelo Saraiva de Carvalho fez a ultima reunião antes da Revolução) participante nas acções comandadas pelo então Major Jaime Neves, dei ao 25 de Abril o melhor de mim próprio, a minha alma de Português, Patriota e Militar, sem olhar ao risco da minha vida, da minha família e da minha carreira.                 
Sabia a razão da minha revolta, abraçava com imensa fé a minha escolha e aceitava plenamente as consequências dos meus actos.
Conscientemente, arriscava tudo para poder devolver ao Povo Português o direito de decidir do seu destino, a par do direito de se pronunciar livremente sobre a continuação da nossa secular presença em Africa e da sua participação numa obra politica magnifica, que levasse, de uma forma pacifica e nobremente aceite, os mais ricos a serem um bocadinho menos ricos, para que os mais pobres fossem um “bocadão” menos pobres.
Passaram quarenta anos sobre aquelas duas horas da tarde do dia 24 de Abril de 1974, em que eu, então um jovem Tenente chegado de Moçambique, iniciei a minha participação no Movimento, enquadrado num pequeno grupo de Oficiais instrutores da Academia Militar, todos eles tão devotadamente empenhados naquela Missão Histórica quanto eu estava, todos eles tão romanticamente crentes como eu era, todos eles tão Portugueses e tão Patriotas quanto eu sou.
E passaram quarenta anos em que praticamente tudo aquilo que me levou a sonhar e a participar, a arriscar e a sofrer (fui preso no 11 de Março de 1975 como um perigoso fascista, tive a casa assaltada e a família roubada na reforma agrária, vi os meus tios e primos retornados de Africa… participei no 25 de Novembro) praticamente tudo, TUDO, miseravelmente traído, corrompido, destroçado, pela incompetência, pela leviandade, pela ausência de valores e pela maldade do bando de hipócritas e de salafrários a quem, inocentemente (mas nem todos…) abrimos as Portas de Portugal.
 E passaram quarenta anos em que a Democracia Portuguesa evoluiu para a “partidocracia”, para aquela feira de vaidades manhosa e corrupta a que o Senhor D. Pedro V chamava (e bem!!!) “canalhocracia”, e onde o Poder Politico, sem perguntar NADA a NINGUÉM, nos foi metendo na “alhada” mais vertiginosa da nossa História, dessa mesma História que foi negada ao conhecimento de duas gerações de Portugueses por decisão desse mesmo Poder Politico, dessa mesma História que hoje vê Portugal tratado abaixo de cão, insultado na praça pública, devedor de chapéu na mão e ultrajado, miseravelmente ultrajado dentro da própria casa, por um bando de lacaios de uma potência estrangeira.
Excelentíssimos Senhores.
Ciente de que o meu grito de revolta vos vai passar alegremente ao lado, e de que a vossa preocupação constante na condução perfeita e justa dos destinos da Pátria Portuguesa não vos deixará um minuto sequer para meditar sobre a revolta deste Militar reformado que vos importuna o trabalho, apenas vos peço que anoteis na vossa agenda de assuntos marginais que um dos homens que arriscou a vida, a família e a carreira, para vos ter sentados nas cadeiras do Poder e nas bancadas do Parlamento, está muito zangado com todas Vossas Excelências, e só reza a Deus pelo dia em que (de forma pacifica é claro!!!!) veja Vossa Excelências pelas costas, e a prestar contas à Nação Portuguesa. Atentamente e com a devida consideração,

.
a) Américo José Guimarães Fernandes Henriques
 Coronel de Infantaria (Cmd) Reformado"
Cavaleiro da Ordem de São Miguel da Ala
Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (2011)
Antigo Combatente em Moçambique
Adido Militar em Washington, EUA
Adido Militar em Otawa, Canadá
Oficial de Ligação na Embaixada de Portugal na ONU, Nova Iorque, EUA
Comendador da Ordem de São Miguel da Ala
Chefe de Estado Maior do Comando Operacional dos Açores
Professor de História Militar no Instituto de Altos Estudos Militares
Oficial operacional no 25 de Abril e no 25 de Novembro
Preso Político durante o PREC

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ALMOÇO DE NATAL

CLICAR SOBRE O CARTAZ PARA AUMENTAR.


HAJA ALGUÉM QUE TENHAM UM POUCO DE HUMANIDADE PARA COM OS MILITARES... QUE BEM NECESSITAM DELA !
O CAS DE TOMAR ESTÁ DE PARABÉNS  PELO QUE TEM CONSEGUIDO LEVAR A EFEITO NO MINIMIZAR DO MAU ESTAR REINANTE ENTRE OS 'VELHOTES'...  QUE DEVEM ESTAR A ESTORVAR ALGUÉM, PELO QUE ESSE ALGUÉM  PRETENDE ACABAR COM ELES, PARECE!
O MILITAR ESTÁ SEMPRE ALERTA, QUAL SENTINELA VIGILANTE PARA TODOS  OS ATAQUES FEITOS  À SUA DIGNIDADE, PORQUE JURAR DEFENDER A PÁTRIA FOI COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA... MAS NÃO SE DEIXAM MORRER PELO DESÂNIMO, POIS SABEM QUE " A PÁTRIA HONRA-SE DE TAL GENTE..." HOJE E SEMPRE!
AINDA NOS VAI RESTANDO UM POUCO DE  SANGUE NAS VEIAS... E O MILITAR LUTA SEMPRE ATÉ À ÚLTIMA GOTA DE SANGUE!
NÃO FALTES A ESTE CONVITE DO CAS - TOMAR, QUE O FAZ COM O CORAÇÃO!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A INSTITUIÇÃO MILITAR: de mal a pior (II)


INEPTOCRACIA: “Um sistema de governo onde

os menos capazes de liderar são eleitos pelos

menos capazes de produzir e onde os membros

da sociedade aparentemente menos capazes de

se sustentaram a eles próprios ou terem sucesso

são recompensados com bens e serviços pagos

pela riqueza confiscada a um número cada

vez mais diminuído de produtores.”
 
Autor desconhecido
 
HOSPITAL MILITAR DA ESTRELA
."A propósito da implementação do Hospital das Forças Armadas (HFAR), dizia-me há pouco tempo uma jovem médica — com alguma graça e pertinência — que “se tinha tratado de um casamento sem namoro”… Direi mais, o namoro foi tentado mas nenhuma das partes se mostrou interessado nele (namoro), muito menos em pensar em noivado.
 Chegou o “pai tirano” e zás, casou-os à força, tendo os padrinhos (os chefes militares) sido convidados também à força.
TÃO IMPORTANTE, NO MEIO DOS MENINOS...
 Ficaram todos calados e hirtos durante a boda e, a seguir, desligaram-se da vida em comum, como se nada fosse com eles.
 Da atribulada vida em “família” têm resultado gritos, discussões, incompreensões, rancores e más vontades, etc., que têm incomodado sobremaneira vizinhos e utentes da morada em que coabitam; e das cambalhotas no leito conjugal vem já um ser a caminho, que uma ecografia tirada à revelia dos “sacerdotes do templo” indica possuir várias malformações congénitas.
 Passado que foi o timing da pílula do dia seguinte, restava a opção do aborto induzido, mas tal seria doloroso, sobretudo para o tal pai tirano, não por correr o risco de alguma hemorragia, mas por ficar despenteado na fotografia.
 Vai daí, mantém-se a “parturiente” em decúbito lateral de modo a que o tempo permita ir fazendo controlo de estragos Não foi por culpa de vários “conselheiros matrimoniais”, que verteram palavras assisadas sobre os padrinhos, o pai tirano e seus acólitos e várias outras entidades, que se chegou a esta situação. Tudo debalde.
 Na realidade precisavam era de um balde pela cabeça abaixo…
 Entre mil minúcias que têm ocorrido, esta união de jure mas não de facto — que o pai tirano, enfatuado de fogo-fátuo, pretende estender a outras áreas — aparecem em verdadeira grandeza três evidências maiores, a primeira sendo que, em época alguma, o Rossio coube na Rua da Betesga!
 Ou seja, o serviço que era assegurado por quatro hospitais do Exército, da Armada e da Força Aérea não pode ser feito apenas por um, justamente aquele que apoiava o ramo com menos efectivos.
 Não se conhece a data para início das obras de ampliação prometidas, mas temos cá uma fezada de que terão o mesmo destino das estafadas promessas eleitorais.
 Chegada a altura, alguém irá dizer “olhem desenrasquem-se com o que têm, pois não há dinheiro”… É claro que tal decisão jamais será comunicada pelo pai tirano, incapaz de usar um termo tão marcadamente militar como é o “desenrasquem-se”. Ele tem uma educação esmerada.
 A segunda evidência, onde a falta de “namoro” salta à vista, é o choque de culturas. Isto é, cada ramo tem a sua cultura própria (que tem séculos) além de especificidades e maneiras diferentes de ser e de estar.
 Ou seja, quiseram fazer um cocktail de líquidos e sólidos pouco miscíveis e com algumas reacções químicas adversas.
 A isto deve ainda adicionar-se a difícil relação com os ramos e a incrível situação de o director do HFAR estar a despachar, “transitoriamente” com o MDN, quando devia fazê-lo com o CEMGFA, de quem o hospital irá depender.
 O senhor ministro deve julgar que está a trabalhar no PSD ou no seu escritório de advogados e ainda ninguém lhe fez ver a diferença.
 Dele nada há a esperar de positivo.
 Por último, e a complicar ainda mais as coisas, assistiu-se a uma compressão acelerada em que todos se têm de adaptar a tudo — a que não é nada desprezível a má vontade generalizada —, o que piora consideravelmente a natural resistência à mudança, mesmo quando é
necessária, o que está longe de ser o caso.
 Está tudo a “bater válvulas” e o sistema arrisca implodir. Um recente processo colocado em tribunal por um oficial superior, contra o MDN a propósito da situação profissional do director do HFAR e outras informações solicitadas ao ministério, que acabou na condenação (em 1.ª instância) do MDN, é sintomático da situação a que se chegou.
 O sentimento que resta no fi m, face ao comportamento conhecido, é que as chefias militares não ouvem, não vêem, não sentem, não cheiram e não falam. Respiram e alimentam-se, por isso existem.
 Pergunta-se: para quê?

.
 João J. Brandão Ferreira

Oficial piloto aviador"

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A INSTITUIÇÃO MILITAR: de mal a pior

Para lêr... e pensar! Brandão Ferreira é um Amigo que nos avisa...
 


"Na sequência do assalto em curso, através do ministro da Defesa (MDN), ao Instituto de Assistência Social das FA (IASFA) e da destruição, também em curso, dos Serviços de Saúde Militares — cuja face mais visível é a concentração dos hospitais dos ramos existentes na área de Lisboa, no antigo hospital da Força Aérea, no Lumiar — acompanhado do terramoto, de grau sete da escala de Richter, na Assistência na Doença aos Militares (ADM) surgiu, recentemente, a circular n.º 003/2013 ADM, de 3/7.
Que especifica este verdadeiro aborto regulamentar induzido, que entrou em vigor a 1 de Agosto? Isto: Obriga a que qualquer beneficiário a quem um médico prescreva uma ressonância magnética tenha que, previamente à sua realização, obter a autorização dos serviços da ADM (sito em Oeiras) — caso queira usufruir da respectiva comparticipação — para o que terá que fazer chegar o receituário acompanhado de um anexo preenchido (fornecido por tão preclaro serviço) pelo processo mais expedito — são referidos o fax, correio ou email, mas estou certo que não se importarão que o mesmo possa chegar por pombo-correio, camelo, burro, ou até largado por via aérea!
Logo que analisado e autorizado o pedido, pelos serviços da ADM, o beneficiário recebe um ofício de autorização, pela via mais rápida possível (fax, email ou correio), para fazer o exame em entidade do regime convencionado ou no regime livre, a seu critério”, citamos.
Esta pérola vem assinada por um tal António Costa Coelho, que, seguramente, não desconta para a ADM…
Comecemos por tentar descortinar qual a razão de ser deste lixo regulamentar — não vou poupar nas palavras — e só encontramos duas: uma tentativa espúria de contenção de custos e a de obviar a eventuais abusos ou vigarices.
Relativamente ao 1.º ponto, não se entende como se faz: existe um plafond? Haverá “exames clausus”? E por que só as ressonâncias são abrangidas?
Quanto ao segundo ponto, só ficam bem as intenções de combate à corrupção — toda a gente sabe que houve abusos e só se pergunta por que não foram combatidos e castigados —, só que este método (se for o caso) é completamente cretino.
A função “controlo” é uma das funções clássicas da Gestão, inventada há muitos anos, e exerce-se fundamentalmente através da cadeia hierárquica (se ela funcionar…) e por meio de inspeções feitas por órgãos adequados colocados ao nível certo, na estrutura organizativa. E não por métodos casuísticos, ainda por cima injustos, deontologicamente reprováveis e desadequados ao meio onde se aplicam.
Tudo feito por civis que não entendem nada da instituição militar, a quem é dada cobertura política, muitas vezes de má-fé, que talham a seu bel-prazer, por vezes com a complacência de uma coluna vertebral menos erecta de uns quantos responsáveis militares!
Esmiucemos um pouco mais a essência deste disparate. Em primeiro lugar, trata-se de um atestado de incompetência e desconfiança aos médicos que prescrevem os exames (à atenção da Ordem dos Médicos, já que, pelos vistos, a hierarquia militar não se incomoda); depois temos a questão da urgência dos exames, ou seja, não pode haver urgência…
E o quererá dizer “pela via mais rápida possível”? (Termos semelhantes foram utilizados no Congresso de Viena, de 1815, sobre a retrocessão de Olivença e ainda hoje estamos à espera que os espanhóis cumpram…)
Quando, por sua vez, o pedido de autorização cai nos serviços da ADM, qual será o “déspota esclarecido” que decide e quais os critérios que usa? (Será que haverá quotas segundo o género?) Quando escrevemos esta catilinária — que, se pudesse, enviava na ponta de um míssil — tenho conhecimento de que nem sequer um clínico existe no órgão de decisão!
Last, but not the least, a que termos fica reduzido o segredo clínico e a privacidade que uma situação clínica entre médico e doente exige e aconselha? (À atenção da Ordem dos Médicos, já que, pelos vistos, a hierarquia militar não se molesta.) Por falar em hierarquia militar, e face ao exposto, pergunta-se para que servem as chefias militares e a presidência do IASFA? E porque ninguém liga às associações militares que, neste âmbito, são as únicas que têm lutado pela preservação da condição militar e direitos correlativos?
E ainda não perceberam que, a proceder desta maneira, em vez de sairmos da crise nos afundamos ainda mais?
Vejam se estudam, ganham vergonha e humildade e emendam a mão!
João J. Brandão Ferreira
Oficial piloto aviador"

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

XII ALMOÇO CONVÍVIO DO PESSOAL DA EX- BA3

NÃO SENHOR! NÃO ESTAMOS DE VOLTA À BASE AÉREA Nº. 3, PORQUE AQUELES SENHORES QUE MANDAM NESTAS COISAS DA TROPA DECIDIRAM QUE A FORÇA AÉREA VIVE BEM SEM COISAS QUE NOS TORNEM SAUDOSISTAS, COMO É O CASO DE IR ATÉ AO RANCHO GERAL COMER UMA DAQUELAS FEIJOADAS QUE SÓ O TI'AMADEU SABIA FAZER, OU AO CLUBE BEBER UMA BICA TIRADA PELA DONA ZULMIRA... POR EXEMPLO...

(CLICA SOBRE O CONVITE, PARA AMPLIAR)
MAS QUEM PASSOU POR TANCOS CRIOU AMIZADES PARA ALÉM DESSAS QUE MENCIONEI, PORQUE NAQUELA BASE AÉREA VIVIA UMA FAMÍLIA DE PESSOAS FELIZES... QUE ALGUÉM RESOLVEU ESPICAÇAR NO SEU ORGULHO, MANDANDO TUDO PARA BEJA E MAIS NADA!
SÓ QUE OS SENTIMENTOS PELA ANTIGA BASE CONTINUAM INTACTOS, RAZÃO PORQUE NOS REUNIMOS TODOS, NA COMEMORAÇÃO DO DIA DA UNIDADE, REVENDO AMIGOS VERDADEIROS... E NÃO SÓ! 
 
SERÁ RECORDANDO OS AMIGOS QUE NOS FORAM DEIXANDO, NA MISSA A CELEBRAR NA IGREJA DA ATALAIA, QUE INICIAMOS O NOSSO CONVÍVIO! DEPOIS É SÓ FAZER POR TER APETITE PARA AS IGUARIAS A SERVIR NO RESTAURANTE DA PONTE DA PEDRA, COMO COMEÇA A SER TRADIÇÃO. LÁ ESTAREMOS TODOS PARA MATAR A NOSSA SAUDADE.
JÁ AGORA... FOMOS TANTOS MILHARES OS QUE ANDAMOS A MARCAR PASSO LÁ POR TANCOS... QUANDO NOS COMEÇAMOS A CONSCIENCIALIZAR QUE É PERTINENTE ESTAR PRESENTE NESTES CONVÍVIOS? NÃO  SÃO APENAS OS QUE ESTAVAM EM TANCOS NA ALTURA DO ENCERRAMENTO QUE DEVEM COMPARECER, MAS TODOS AQUELES QUE LÁ PASSARAM BONS (E MAUS) BOCADOS QUANDO CONQUISTARAM A BOINA AZUL, QUE TANTO OS ORGULHA, O BOLETIM DE CONDUÇÃO AUTO, O CURSO DE DACTILOGRAFIA, ETC...ETC... O CONVÍVIO TAMBÉM É PARA ELES! VEM ATÉ NÓS E... CONVIVE! 

sábado, 14 de setembro de 2013

MEU POBRE PORTUGAL...


"Sr. Ministro Poiares Maduro
Deixe que me identifique – Paulo M M de Athayde Banazol – contribuínte 131295420 – com todos os impostos pagos ao Estado.
Ouvi a S/intervenção acerca da “inevitabilidade” de cortar pensões e outras prestações sociais.
A ser verdade – espero que não ! – deixe-me arrolar algumas áreas – garantidamente do S/conhecimento – aonde o Governo pode “inevitavelmente” cortar:
Deputados – são 330 no Continente e Ilhas, com vencimentos (3.624,41 €/mês), despesas representação (370,32€), prémios de presença no Plenário (69,19€), desclocações (0,36 €/Km) deslocações em “Trabalho Político” (se é que se sabe o que isto é !) Território Nacional (376,32€), Europa (450,95€) fora da Europa (1.074,80€), deslocações em representação da AR – nacional (69,19€/dia), estrangeiro (133,66€/ dia) e as regalias / mordomias de todos conhecidas e que, se perguntar aos portugueses, todos classificam de escândalosas, absolutamente fora de contexto e imerecidas.
Alguém viu ou ouviu falar da “inevitabilidade de cortes” no número, remunerações e mordomias destas senhoras e senhores ??
Porque não pagam os deputados as refeições ao preço do comum dos portugueses - menos do n/bolso – menos dos impostos dos portugueses !
E não me fale em demagogia – o exemplo TEM que vir de cima !
Presidente da AR que se reformou com 12 ( DOZE !!!!) anos de actividade com uma pensão de 7 mil e muitos Euros – aqui não se põe a “inevitabilidade de cortes” ??
Mordomias com Acessores e Secretárias, subvenções vitalícias a políticos e Deputados, custos com a Presidência da República – que por sinal gasta mais do que a Casa Real Espanhola !!
Centenas de Juntas de Freguesia e dezenas de Câmaras Municipais – vereadores, acessores, “especialistas” e comissões – aonde está a “inevitabilidade dos cortes” ?
Para quando a VERDADEIRA renegociação das PPP’s, SWAP’s SCUT’s e Rendas Energéticas bem como a devolução aos cofres do Estado dos milhões “emprestados” ao BPN ?
De acordo com o Prof Boaventura Santos, se considerados os cortes nestas áreas a poupança seria de cerca de 2 mil e cem milhões de Euros - e já agora faça-me um favor ministro Poiares Maduro, não me diga que o Prof Boaventura Sousa não é conhecedor da realidade e demagogo.

Juízes do Tribunal Constitucional e Juízes – para quando os “inevitáveis cortes” nos vencimentos e subsídios de residência bem como a regularização dos tempos de serviço para obtenção da reforma ?
Viaturas do Estado - de um total de largas centenas “cortaram” ½ dúzia !
Extraordinário esforço !!!
Campanha Eleitoral para as Autárquicas - 9,7 milhões - “inevitabilidade dos cortes” ??
Fundações - como diz a nossa Gente – “tanta parra e pouca uva” – cortaram ?
Quantas, aonde, quais , poupanças ?
O mesmo relativamente às “milhentas” Comissões - “inevitabilidade dos cortes” ?
Vencimentos, mordomias e Regimes Especiais na TAP, ANA, CP, CGD, Metro, TV, etc, etc, etc – aonde está “inevitabilidade dos cortes” ??

Parque Escolar ??
Palestina ?
SCUT’s ?
IMI / edifícios pertença dos partidos políticos
Milhentas nomeações de acessores, especialistas e consultores ?
etc .. etc ... etc ....
Surpreende-me (para não dizer mais nada !) a determinação do Governo na defesa da “inevitabilidade de cortes” nas pensões – será que o vai fazer às atribuídas ao Dr  Jardim Gonçalves, juízes, deputados, etc, etc ?
A Vossa determinação parece ter um só “alvo” – os fracos e sem voz – à minha mãe – 84 anos e numa cadeira de rodas - a Vossa determinação tirou 60 em 800 euros.
Ao ex-presidentes Soares - 500.000 E (fora a Fundação) e Sampaio – 435.000 E (fora a Fundação Cidade Guimarães) - não se viu ou ouviu aplicar a “inevitabilidade de cortes” – serei eu que, nos meus quase 60, ando distraído.
Quando responsabiliza - e prende !!!! - o Estado os governantes responsáveis pelos atropelos à lei e esbanjar de dinheiros públicos ??
A “inevitabilidade dos cortes” justifica cortes na ajuda à saúde aos militares e funcionários públicos e mantém o nível de impostos às pessoas acima do taxado às empresas – Bancos e Companhias de Seguro com lucros inacreditáveis para um país em crise – aonde a “inevitabilidade” de ajustar impostos ??

Os “inevitáveis cortes” ministro Poiares Maduro, cessam quando o Estado e o Governo de que faz parte, cortarem aonde TÊM que cortar e na minha opinião, deixarem de esbanjar dinheiro, de privilegiar uns à custa dos dinheiros de outros e de acabar com as excepções aos sacrifícios que, parece, não são suportados por todos por igual – até lá não haverá “inevitáveis cortes” que suportem este estado de coisas.
Porque não quero tornar estas linhas em assunto pessoal, não refiro os “inevitáveis cortes” que a minha pensão tem vindo a sofrer e que, por vontade Sua, vai ser alvo de mais “inevitáveis cortes”.
Até quando ministro Poiares Maduro os “inevitáveis cortes” – quando o rendimento disponível chegar a “0” ??
Ainda e longe de completar o rol:
1 - Victor Constâncio, actuação com Governador do BdP e custos
2 - Madeira e as obras faraónicas do Governo
3 - Reformas de Luxo – o nº de reformados que ganhavam 4000 (ou mais) euros engordou cerca de 400%
4 - CP - de acordo com a folha salarial da CP, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros / ano.
5 – a lei de financiamento de campanhas - a recente decisão do Governo de aumentar os montantes dos ajustes directos permitidos a governantes e autarcas permite fuga aos impostos
6 – BdP – os privilégios e despesismo do Banco prolongam-se numa lista longa e ofensiva
7 – EDP – 800 viaturas para um total de 1800 funcionários com facturas anuais de combustível de 10 000 E
8 – Viaturas EP – em 63 EP há 224 carros para gestores que custaram ao Estado 6,4 milhões de euros – fora o resto !!
9 – os milhares de Euros em Ajustes Directos que põem em causa a "concorrência, a igualdade, a transparência e a boa gestão dos dinheiros públicos", pelo que podem "agravar o risco" de corrupção.
10 - despesas de representação, Cartões de Crédito e telemóveis
11 – projectos ruinosos tipo aeroporto de Beja
12 – milhões injectados nas PPP’s e Banca Privada
etc .. etc ... etc .... etc .....
Muitos, muitos mais casos haveria para arrolar ministro Poiares Maduro que são do conhecimento de todos nós, aonde o esbanjar de dinheiros públicos se vê à vista desarmada e que, se combatido com a DETERMINAÇÃO dos portugueses que fizeram Portugal, talvez evitasse os “inevitáveis cortes” que a S/determinação entende serem necessários.
É por causa de tudo que arrolei – e o do muito que ficou por arrolar – que Membros do Governo são assobiados e apupados – nem todos os que assim procedem comunistas, nem todos com agenda política – discordo mas compreendo !
Ministro Poiares Maduro – estou longe – MUITO LONGE - da política e políticos pelo que não tenho simpatia por políticos e filiação em NENHUMA força política.
Filiei-me quando com 20 e poucos anos – jovem oficial - Jurei Bandeira – essa é a minha única Filiação pelo que tenho MUITA dificuldade em entender estas situações, bem como a “inevitabilidade dos cortes”, que considero profundamente injustos para a os portugueses.
Coisas de Soldado !
Cumprimenta
Paulo Banazol"
.

Nota: Os meus e-mails são escritos em completo desacordo e total desrespeito pelo novo acordo ortográfico que, alguns "iluminados" , nos querem impor.