quinta-feira, 26 de setembro de 2013

XII ALMOÇO CONVÍVIO DO PESSOAL DA EX- BA3

NÃO SENHOR! NÃO ESTAMOS DE VOLTA À BASE AÉREA Nº. 3, PORQUE AQUELES SENHORES QUE MANDAM NESTAS COISAS DA TROPA DECIDIRAM QUE A FORÇA AÉREA VIVE BEM SEM COISAS QUE NOS TORNEM SAUDOSISTAS, COMO É O CASO DE IR ATÉ AO RANCHO GERAL COMER UMA DAQUELAS FEIJOADAS QUE SÓ O TI'AMADEU SABIA FAZER, OU AO CLUBE BEBER UMA BICA TIRADA PELA DONA ZULMIRA... POR EXEMPLO...

(CLICA SOBRE O CONVITE, PARA AMPLIAR)
MAS QUEM PASSOU POR TANCOS CRIOU AMIZADES PARA ALÉM DESSAS QUE MENCIONEI, PORQUE NAQUELA BASE AÉREA VIVIA UMA FAMÍLIA DE PESSOAS FELIZES... QUE ALGUÉM RESOLVEU ESPICAÇAR NO SEU ORGULHO, MANDANDO TUDO PARA BEJA E MAIS NADA!
SÓ QUE OS SENTIMENTOS PELA ANTIGA BASE CONTINUAM INTACTOS, RAZÃO PORQUE NOS REUNIMOS TODOS, NA COMEMORAÇÃO DO DIA DA UNIDADE, REVENDO AMIGOS VERDADEIROS... E NÃO SÓ! 
 
SERÁ RECORDANDO OS AMIGOS QUE NOS FORAM DEIXANDO, NA MISSA A CELEBRAR NA IGREJA DA ATALAIA, QUE INICIAMOS O NOSSO CONVÍVIO! DEPOIS É SÓ FAZER POR TER APETITE PARA AS IGUARIAS A SERVIR NO RESTAURANTE DA PONTE DA PEDRA, COMO COMEÇA A SER TRADIÇÃO. LÁ ESTAREMOS TODOS PARA MATAR A NOSSA SAUDADE.
JÁ AGORA... FOMOS TANTOS MILHARES OS QUE ANDAMOS A MARCAR PASSO LÁ POR TANCOS... QUANDO NOS COMEÇAMOS A CONSCIENCIALIZAR QUE É PERTINENTE ESTAR PRESENTE NESTES CONVÍVIOS? NÃO  SÃO APENAS OS QUE ESTAVAM EM TANCOS NA ALTURA DO ENCERRAMENTO QUE DEVEM COMPARECER, MAS TODOS AQUELES QUE LÁ PASSARAM BONS (E MAUS) BOCADOS QUANDO CONQUISTARAM A BOINA AZUL, QUE TANTO OS ORGULHA, O BOLETIM DE CONDUÇÃO AUTO, O CURSO DE DACTILOGRAFIA, ETC...ETC... O CONVÍVIO TAMBÉM É PARA ELES! VEM ATÉ NÓS E... CONVIVE! 

sábado, 14 de setembro de 2013

MEU POBRE PORTUGAL...


"Sr. Ministro Poiares Maduro
Deixe que me identifique – Paulo M M de Athayde Banazol – contribuínte 131295420 – com todos os impostos pagos ao Estado.
Ouvi a S/intervenção acerca da “inevitabilidade” de cortar pensões e outras prestações sociais.
A ser verdade – espero que não ! – deixe-me arrolar algumas áreas – garantidamente do S/conhecimento – aonde o Governo pode “inevitavelmente” cortar:
Deputados – são 330 no Continente e Ilhas, com vencimentos (3.624,41 €/mês), despesas representação (370,32€), prémios de presença no Plenário (69,19€), desclocações (0,36 €/Km) deslocações em “Trabalho Político” (se é que se sabe o que isto é !) Território Nacional (376,32€), Europa (450,95€) fora da Europa (1.074,80€), deslocações em representação da AR – nacional (69,19€/dia), estrangeiro (133,66€/ dia) e as regalias / mordomias de todos conhecidas e que, se perguntar aos portugueses, todos classificam de escândalosas, absolutamente fora de contexto e imerecidas.
Alguém viu ou ouviu falar da “inevitabilidade de cortes” no número, remunerações e mordomias destas senhoras e senhores ??
Porque não pagam os deputados as refeições ao preço do comum dos portugueses - menos do n/bolso – menos dos impostos dos portugueses !
E não me fale em demagogia – o exemplo TEM que vir de cima !
Presidente da AR que se reformou com 12 ( DOZE !!!!) anos de actividade com uma pensão de 7 mil e muitos Euros – aqui não se põe a “inevitabilidade de cortes” ??
Mordomias com Acessores e Secretárias, subvenções vitalícias a políticos e Deputados, custos com a Presidência da República – que por sinal gasta mais do que a Casa Real Espanhola !!
Centenas de Juntas de Freguesia e dezenas de Câmaras Municipais – vereadores, acessores, “especialistas” e comissões – aonde está a “inevitabilidade dos cortes” ?
Para quando a VERDADEIRA renegociação das PPP’s, SWAP’s SCUT’s e Rendas Energéticas bem como a devolução aos cofres do Estado dos milhões “emprestados” ao BPN ?
De acordo com o Prof Boaventura Santos, se considerados os cortes nestas áreas a poupança seria de cerca de 2 mil e cem milhões de Euros - e já agora faça-me um favor ministro Poiares Maduro, não me diga que o Prof Boaventura Sousa não é conhecedor da realidade e demagogo.

Juízes do Tribunal Constitucional e Juízes – para quando os “inevitáveis cortes” nos vencimentos e subsídios de residência bem como a regularização dos tempos de serviço para obtenção da reforma ?
Viaturas do Estado - de um total de largas centenas “cortaram” ½ dúzia !
Extraordinário esforço !!!
Campanha Eleitoral para as Autárquicas - 9,7 milhões - “inevitabilidade dos cortes” ??
Fundações - como diz a nossa Gente – “tanta parra e pouca uva” – cortaram ?
Quantas, aonde, quais , poupanças ?
O mesmo relativamente às “milhentas” Comissões - “inevitabilidade dos cortes” ?
Vencimentos, mordomias e Regimes Especiais na TAP, ANA, CP, CGD, Metro, TV, etc, etc, etc – aonde está “inevitabilidade dos cortes” ??

Parque Escolar ??
Palestina ?
SCUT’s ?
IMI / edifícios pertença dos partidos políticos
Milhentas nomeações de acessores, especialistas e consultores ?
etc .. etc ... etc ....
Surpreende-me (para não dizer mais nada !) a determinação do Governo na defesa da “inevitabilidade de cortes” nas pensões – será que o vai fazer às atribuídas ao Dr  Jardim Gonçalves, juízes, deputados, etc, etc ?
A Vossa determinação parece ter um só “alvo” – os fracos e sem voz – à minha mãe – 84 anos e numa cadeira de rodas - a Vossa determinação tirou 60 em 800 euros.
Ao ex-presidentes Soares - 500.000 E (fora a Fundação) e Sampaio – 435.000 E (fora a Fundação Cidade Guimarães) - não se viu ou ouviu aplicar a “inevitabilidade de cortes” – serei eu que, nos meus quase 60, ando distraído.
Quando responsabiliza - e prende !!!! - o Estado os governantes responsáveis pelos atropelos à lei e esbanjar de dinheiros públicos ??
A “inevitabilidade dos cortes” justifica cortes na ajuda à saúde aos militares e funcionários públicos e mantém o nível de impostos às pessoas acima do taxado às empresas – Bancos e Companhias de Seguro com lucros inacreditáveis para um país em crise – aonde a “inevitabilidade” de ajustar impostos ??

Os “inevitáveis cortes” ministro Poiares Maduro, cessam quando o Estado e o Governo de que faz parte, cortarem aonde TÊM que cortar e na minha opinião, deixarem de esbanjar dinheiro, de privilegiar uns à custa dos dinheiros de outros e de acabar com as excepções aos sacrifícios que, parece, não são suportados por todos por igual – até lá não haverá “inevitáveis cortes” que suportem este estado de coisas.
Porque não quero tornar estas linhas em assunto pessoal, não refiro os “inevitáveis cortes” que a minha pensão tem vindo a sofrer e que, por vontade Sua, vai ser alvo de mais “inevitáveis cortes”.
Até quando ministro Poiares Maduro os “inevitáveis cortes” – quando o rendimento disponível chegar a “0” ??
Ainda e longe de completar o rol:
1 - Victor Constâncio, actuação com Governador do BdP e custos
2 - Madeira e as obras faraónicas do Governo
3 - Reformas de Luxo – o nº de reformados que ganhavam 4000 (ou mais) euros engordou cerca de 400%
4 - CP - de acordo com a folha salarial da CP, um inspector-chefe de tracção recebe 52,3 mil euros, há maquinistas com salários superiores a 40 mil euros e operadores de revisão e venda com remunerações que ultrapassam os 30 mil euros / ano.
5 – a lei de financiamento de campanhas - a recente decisão do Governo de aumentar os montantes dos ajustes directos permitidos a governantes e autarcas permite fuga aos impostos
6 – BdP – os privilégios e despesismo do Banco prolongam-se numa lista longa e ofensiva
7 – EDP – 800 viaturas para um total de 1800 funcionários com facturas anuais de combustível de 10 000 E
8 – Viaturas EP – em 63 EP há 224 carros para gestores que custaram ao Estado 6,4 milhões de euros – fora o resto !!
9 – os milhares de Euros em Ajustes Directos que põem em causa a "concorrência, a igualdade, a transparência e a boa gestão dos dinheiros públicos", pelo que podem "agravar o risco" de corrupção.
10 - despesas de representação, Cartões de Crédito e telemóveis
11 – projectos ruinosos tipo aeroporto de Beja
12 – milhões injectados nas PPP’s e Banca Privada
etc .. etc ... etc .... etc .....
Muitos, muitos mais casos haveria para arrolar ministro Poiares Maduro que são do conhecimento de todos nós, aonde o esbanjar de dinheiros públicos se vê à vista desarmada e que, se combatido com a DETERMINAÇÃO dos portugueses que fizeram Portugal, talvez evitasse os “inevitáveis cortes” que a S/determinação entende serem necessários.
É por causa de tudo que arrolei – e o do muito que ficou por arrolar – que Membros do Governo são assobiados e apupados – nem todos os que assim procedem comunistas, nem todos com agenda política – discordo mas compreendo !
Ministro Poiares Maduro – estou longe – MUITO LONGE - da política e políticos pelo que não tenho simpatia por políticos e filiação em NENHUMA força política.
Filiei-me quando com 20 e poucos anos – jovem oficial - Jurei Bandeira – essa é a minha única Filiação pelo que tenho MUITA dificuldade em entender estas situações, bem como a “inevitabilidade dos cortes”, que considero profundamente injustos para a os portugueses.
Coisas de Soldado !
Cumprimenta
Paulo Banazol"
.

Nota: Os meus e-mails são escritos em completo desacordo e total desrespeito pelo novo acordo ortográfico que, alguns "iluminados" , nos querem impor.

sábado, 7 de setembro de 2013

O COLÉGIO MILITAR... E NÃO SÓ!

As Forças Armadas já se haviam esquecido do coveiro mor Fernando Nogueira, que nenhumas saudades deixou, mas parece que é sina: AO CABO NOGUEIRA ACABA SE SER TIRADO O TÍTULO QUE OSTENTAVA, PORQUE AGUIAR BRANCO É AGORA O COVEIRO DAS FORÇAS ARMADAS.
A única coisa que se não percebe  é de onde lhe vem este ódio visceral às Forças Armadas, não lhe bastando abrir sepulturas para os velhos combatentes, como agora pretende destruir um direito à educação dos nossos filhos,  que é secular nas Forças Armadas.
Sei que esse senhor terá um trauma porque não foi militar... dizem, mas não é destruindo um Colégio a  comemorar 210 anos em 2013 que se fazem as coisas. Quer fechar? FECHE MAS NÃO MINTA AOS PORTUGUESES! Os alunos não estudam de borla, como pretende iludir os portugueses... que já o devem conhecer de ginjeira, bastando para tanto vêr o que foi o percurso feito em prol do Estaleiro de Viana! É sintomático!
 

Sabe que jamais conseguirá demover os antigos aluno de lutar por algo em que acreditam, e está escrito na história dos 'Meninos da Luz' que não será um qualquer ressabiado que destruirá a obra que alguém,  a quem o senhor não era digno de apertar a mão, um dia resolveu criar para os jovens filhos de Militares. E foi aí que foram formados Homens que lhe pedirão contas da destruição que está a fazer, nem que seja a partir do Além! 
 

Embora seja o segundo ministro mais velho do elenco governativo, o actual ministro da Defesa José Pedro Aguiar Branco , consegue sobressair pela infantilidade de algumas das suas atitudes. Como essa de dizer, com uma grande lata, 'quão doloroso mas importante foi ter poupado uns milhares de euros não se deslocando neste Natal para junto dos militares destacados em operações no estrangeiro', ao mesmo tempo que noutra notícia se relata que, perante pressões da presidência e de colegas de governo, 'decidiu esquecer um relatório que encomendara a 25 personalidades destacadas da sociedade portuguesa, selecionadas sob sua responsabilidade, e que lhe haviam entregado o documento já há mais de dois meses'. Para o ajudar na sua simplicidade, sugiro que para conseguir em 2014 a poupança de uns milhões de euros, mande retirar imediatamente o contingente militar do Afeganistão, voluntariando-se ele para ir para lá, pois assim iria estar a ajudar a governar o país.
Não lhe bastava acabar com as Unidades, com os Hospitais, com a assistência social, com as carreiras Militares, com a esperança de vida dos antigos Combatentes? É fartar vilanagem, que o amanhã não tarda e tudo voltará ao seu lugar!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

GENTES DE OUTROS TEMPOS...

Como não me canso de dizer, antigamente a Força Aérea precisava de fazer a inspecção para ingresso nas suas fileiras a mais de 5 mil homens para conseguir incorporar uma Escola de Recrutas. Muitos diziam que se era da Força Aérea por cunha e não por merecimento, mas o inverso é mais consentâneo para reposição da verdade! Havia critério na selecção de quem iria ingressar, porque também não era para toda a gente  a aventura do ar, mas sim para os melhores.
Foi deste modo que exultei de alegria no dia em que, submetido às provas de selecção para as especialidades da FAP, me foi entregue  o documento que me dava como 'APTO'.
Hoje, passados 50 anos sobre a minha incorporação, que me levou a olhar com respeito e simpatia para aqueles Homens... que até nem eram diferentes do comum dos mortais, como alguém poderia supor, verifico que a Força Aérea pode ter evoluído no que ao material de voo e ajudas concerne, mas é minha convicção estar mal servida no qua a chefias respeita, não por incapacidade ou ineficácia para a função, mas porque se esqueceram de que é necessário dar prova de masculinidade na hora de enfrentar o advogado/político que se diz Ministro da Defesa e os seus sequazes, nos momentos que é preciso dizer 'NAO' às tropelias que ele e a pandilha que o segue vão tecendo contra as Forças Armadas. Por porcaria menos importantes se fez o 25 de Abril, que afinal foi apenas uma forma de ascensão para alguns, que nunca deram a cara no PREC nem coisa que o pareça... mas ascenderam a altos cargos políticos nesta Tropa destruída... mas como AINDA somos 'Forças Armadas'...
Quando a Força Aérea tinha gente diferente...
Não podia deixar de dar à estampa esta mensagem de um Camarada que usa a verticalidade para se afirmar Militar de corpo inteiro.
"Meus caros amigos.
Há poucos dias recebi um email bem representativo do que é descrito n’ ”O TRIUNFO DOS PORCOS” relatando que o CEMFA tinha sido desmentido em público pelo ministro (com “m” minúsculo) da Defesa, e, em vez de lhe ter pregado um par de estalos ou demitir-se logo ali, tinha sido um herói por ter demonstrado educação e não lhe ter batido.
Para mim, muito pelo contrário, o CEMFA foi, como tantos outros, um covarde em não ter atirado de imediato a toalha ao chão em frente de todos os que ali se encontravam.
Não é destes heróis que eu preciso.
Como este tenho eu às centenas.
A referida falta de educação do Ministro da Defesa em relação ao CEMFA, apenas demonstra que estes chefes, em vez de se levantarem e tomarem as decisões certas que poderiam fazer história face a dirigentes sem qualificação, sem nível e sem educação, querem transformar a sua covardia em actos de "enorme dignidade".
O incompetente valença pinto (com minúsculas dada a qualidade de verme) disse em entrevista à radio, depois de ter atingido o limite de idade, que todos os generais nomeados pelo Governo eram sempre mal escolhidos.
Tinha sido o caso dele!!!!!!!!
Em primeiro lugar, deixem que esclareça que não tenho nenhuma consideração por nenhum dos actuais generais no activo nem dos que por ali passaram nos últimos 10 anos (salvo alguma honrosa excepção de que não me lembro).
Depois deste esclarecimento deixem-me expressar o que eu penso sobre os "altos dignitários das Forças Armadas", passado meio ano após ter passado à reforma.
Todos aqueles que nos chefiaram nos últimos anos demonstraram uma verdadeira irresponsabilidade e falta de verticalidade perante o poder politico (são os célebres ciclistas de que o Guilherme falava), tendo o seu comportamento perante as difíceis situações que lhes foram apresentadas, tendendo sempre para que a coluna se curvasse perante a submissão e subserviência.
Na sua postura normal, apenas olham para as respectivas barrigas, em que apesar de o salário ser bastante inferior aos restantes dirigentes da função pública, contam com as despesas de representação, que recebem e não gastam no que deviam pois foi uma forma encapotada de lhes aumentar o vencimento, bem assim como as mordomias que seriam inteiramente merecidas, caso se comportassem como verdadeiros chefes militares.
O seu comportamento prima pela total irresponsabilidade que tem como resultado a triste situação das Forças Armadas e dos militares sob o seu comando.
Os generais são todos efectivamente uns "eunucos" como disse e muito bem o nosso companheiro de armas há já alguns anos atrás.
Se assim não fosse, muito gostaria de ter visto o que se teria passado, quando o Gen. Alvarenga foi destituído pelo portas (com minúsculas), se todos os generais da altura (caso fossem íntegros, honestos e verticais) tivessem recusado substitui-lo e nenhum aceitasse o convite para o cargo.
O que teria sido do portas?
Mas infelizmente o G que usam na designação da função não se trata de uma maiúscula mas sim do ponto G tão famosamente falado.
Assim, como podem reclamar da forma como são tratados e descriminados pela negativa face aos outros cargos dignitários da função publica, uma vez que os seus actos em nada os diferencia da maioria dos políticos que hipocritamente nos mentem descaradamente e diariamente?
Não vou sequer cair na tentação de calcular o ratio de generais por número de soldados pois isso demonstra bem o quanto está denegrido o posto face à responsabilidade e que se pode facilmente ver quando em tempo de guerras antigas um Capitão levava 150 homens e agora dois pelotões levam 1 Tenente Coronel.
Os generais têm muito a aprender com o actual Papa e devem deixar de calçar os “sapatos de verniz vermelho” quando se verifica que a actividade operacional está no ZERO, com as viaturas operacionais a servir para tudo menos para as operações, os CC não rolam, os aviões não voam, os navios não navegam e os submarinos não submergem.
Os ditos indivíduos pouco se importam se os militares sob o seu comando passam privações alimentares, que nos leva a tempos muito antigos.
Muito gostaria de ver uma boa reportagem jornalística, independente, que mostrasse as verdadeiras condições de vida dos poucos militares, que não os levam à rebelião porque não comem não dormem e vão todos para casa ao fim do dia.
A comida é de má qualidade, os géneros alimentícios são os de pior qualidade (pois quem não paga aos fornecedores recebe o que sobra dos restantes clientes), as fronhas são imundas, os colchões são do terceiro mundo com dezenas de anos de vida, os tabuleiros parecem ter sido recuperados de uma guerra, as instalações sanitárias nem se fala, as viaturas de transporte operacional, apesar de proibido, transportam os civis para as suas residências com cenas dignas de serem vistas.
Os referidos generais vivem satisfeitos no seu dia a dia com as G3 do tempo colonial, as Walther da 2ª GM e os capacetes que são alugados para documentários do Canal História, enquanto compram submarinos, para estarem nas docas, sem qualquer tipo de munições, os aviões não podem ser utilizados pela NATO por não possuírem as qualificações técnicas nem o armamento e os helicópteros apenas porque são pagos pelas verbas de Busca e Salvamento no mar e para transportar os VIP, mas mesmo assim com verbas muito desviadas até que foi necessário fazer de alguns "vacas" para lhes tirar peças.

ANTÓNIO D'ALMEIDA
Ex-Aluno dos Pupilos do Exército
Bacharel em Contabilidade

Licº Ciências Militares/AM (Ref)
Gestor de Empresas (Ref)"

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

POR VEZES... ACONTECE...!



"Domingo, 4 de julho de 1937, 10h20. Rua Barbosa du Bocage. António de Oliveira Salazar preparava-se para sair da sua viatura oficial, um Buick, frente à casa do seu amigo pessoal Josué Trocado, em cuja capela privativa costumava assistir à missa dominical. De repente, uma enorme explosão atroa os ares e esventra a rua. Fumo, pedras, lajes e placas voam pelos ares. Abre-se uma cratera larga e funda na rua.
A perplexidade é total.
Ouve-se gritos, gente que foge, pessoas que acorrem a ver o sucedido. Trocado precipita-se para a viatura. Ileso, sacudindo a poeira que o cobrira, o ditador sai da viatura pelo seu próprio pé, olha para os lados e aparentemente indiferente, frio, diz: «Vamos assistir à missa.» Esta é a extraordinária história, quase cinematográfica, do único atentado contra a vida de António de Oliveira Salazar, que o historiador João Madeira nos conta ao longo destas páginas. Reconstituindo factos, segue a investigação policial que imediatamente foi montada com exames, inspeções, denúncias e teses contraditórias e se torna numa verdadeira caça ao homem. É preciso encontrar culpados, a todo o custo.
Surge então o fantástico «grupo terrorista» do Alto do Pina. Mas a trama é mais complexa do que parece. 
Este é um acontecimento que se enquadra no contexto da guerra civil de Espanha e das ações de solidariedade desenvolvidas pela Frente Popular Portuguesa em convergência com os anarquistas."
 ...
Os jornais da época, as conversas de boca em boca à saída das igrejas, todos falavam em milagre. Mas na realidade, uma sucessão de episódios de circunstâncias inesperadas e de erros, nomeadamente no fabrico do tubo metálico, demasiado curto, que serviria de bomba, fez com que esta detonasse em sentido contrário do local preciso onde o carro estacionara.
Por pura sorte, António de Oliveira Salazar escaparia sem um arranhão deste atentado. 
No final, enquanto uns lhe pediam repouso, mantendo a pose bem afivelada, sorriu e respondeu «Como fiquei vivo terei de continuar a trabalhar».


Segundo o historiador Manuel Loff  “o atentado de Julho de 1937 contra Salazar não foi sequer o mais espetacular das manifestações da tensão armada dos anos da Guerra Civil de Espanha. A revolta da Armada de Setembro de 1936, motim de marinheiros planeado pela organização comunista (a Organização Revolucionária da Armada) dentro da marinha de guerra, eclode algumas semanas após o início da guerra em Espanha. 
Depois de ter conseguido controlar a situação – não sem antes ordenar o afundamento de dois navios de guerra controlados pelos rebeldes –, Salazar ordenou a deportação para o arquipélago de Cabo Verde, de um grupo inicial de 152 presos políticos, que foram forçados a construir a sua própria prisão, a qual se viria a tornar no mais sinistro e emblemático dos campos de concentração portugueses: o Tarrafal, na Ilha de Santiago”.


A Revolta dos Marinheiros - Setembro de 1936
 
Hoje, com o 'sentido patriótico' que é notório verificar nas fileiras, não seria possível outro 28 de Maio, um 31 de Janeiro, o assalto ao Quartel de Beja, o atentado a Salazar, o assalto ao Santa Maria, o ataque à antiga Base Aérea nº. 3 e tantos outros momentos gritantes da história portuguesa. Ainda se viram alguns fogachos entre o 25 de Abril e o 25 de Novembro, mas não terão passado de 'cantos do cisne', coisa que acontece quando se entra em coma profundo e se prenuncia a morte.

Talvez tenhamos de importar exemplos de luta, de coragem de dizer não, de resistência à destruição que está em curso nas Forças Armadas Portuguesas, porque aceitam que um qualquer aprendiz de governante venha destruir uma obra que demorou séculos a consolidar:
O CORPO DE ESPÍRITO E A COESÃO DE UMAS FORÇAS ARMADAS QUE NÃO SE DEIXARÃO ENREDAR NAS ONDA DE DESTRUIÇÃO QUE ESTÁ A SER APANÁGIO DO ACTUAL (DES)GOVERNO DA REPÚBLICA!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

'AQUELES SOBRE QUEM PODER NÃO TEVE A MORTE...'




CARTA ABERTA AO CHEFE DO ESTADO MAIOR DA FORÇA AÉREA
 4/6/13
 As minhas saudações a V. Exª.
 Acabo de ser espoliado do meu complemento de pensão de reforma (CPR).
 De tal unilateral, mas certamente muito democrática medida, fui informado, oficialmente, através do ofício nº 2511,de 17 de Maio, da Direcção de Finanças.
 Parto do princípio de que tal complemento me foi atribuído em função dos préstimos da minha actividade profissional desenvolvida ao serviço do Estado e da Nação, e não por qualquer devaneio de gente insana, resquício revolucionário, tão pouco por um capricho de favorecimento ilícito.
 Não tendo, outrossim, dado conta de me ter sido levantado qualquer processo judicial que pudesse ter posto em causa a percepção de tal CPR, apenas posso concluir haver alguém, um dia destes, ter acordado mal disposto decidindo, por sua alta recriação, despojar-me de tal quantia, apesar de minguada.
 A explicação que recebi de V. Exª que, supostamente, me tutela e à instituição que servi, durante 27 anos, pouco adianta – confesso – ao meu entendimento sobre as razões de tal esbulho, embora deva reconhecer, o esforço que dispensaram a esse intento, já para não referir o papel e tinta, gastos.
 Seguramente, por entendimento néscio da minha parte, apesar de – quero deixar claro – ter concluído em tempo e com algum brilhantismo, a antiga 4ª classe, e já não ter sido abrangido por nenhum curso saído de Bolonha, dizia, não consegui perceber patavina do que me avançaram.
Apenas intuí estar perante mais uma infame mescla de engenharia financeira, administrativa e jurídica, a qual fazendo corresponder a um triclínico artigo ou a uma estrambólica alínea ou despacho, uma certa quantia em euros, até que a totalidade da reforma a receber no mês em causa e seguintes, equivalesse a essa descoberta maior da civilização árabe, que dá pelo nome de “zero”.
 Como não consegui entender, apesar de ainda continuar a passar nas inspecções médicas a que sou obrigado para continuar a poder desafiar as leis da gravidade – coisa que a nobre instituição que reunia os dois vocábulos “Força” e “Aérea”, está em vias de deixar de fazer – venho solicitar a V. Exª se digne informar-me das razões objectivas pelas quais fui objecto deste exercício de disparo à carteira, modalidade que nunca fez parte dos parâmetros avaliados na Carreira de Tiro de Alcochete…
E como deixei de acreditar no Estado – que me mente e me rouba, sem que, pelos vistos, isso cause a mais pequena perturbação psicossomática em toda a cadeia hierárquica – e que ainda conheci, minimamente, como “pessoa de bem” ; me educaram que a existência de sindicatos era incompatível com o exercício do “mister das armas”, e que os “Chefes” se preocupavam e defendiam os seus homens (agora também tenho de dizer, mulheres!) vejo-me órfão de pai e mãe, chefe de esquadra e juiz de comarca!
 Talvez o Sr. General, do alto do brilho prateado das estrelas me possa elucidar sobre o que devo fazer.
 Um ponto (aquele em que me avisa? Ameaça? Discorre?) porém, existe no tal ofício, com que me agraciou no seu esplendor comunicacional, que ainda se entende menos: sobre o modo como me irá surripiar o que indevidamente me pagaram desde o princípio do ano, dado que tal medida devia ter sido posta em prática, no pretérito dia 1 de Janeiro.
 A competência dos serviços, de que V. Exª é o topo da pirâmide, desvela-me e só é comparável à intrigante dúvida de como pensam ressarcir-se de tal pecúlio, já que não tocam no meu vencimento dado o mesmo ter sido transferido para a CGA, entretanto alcunhado de reforma.
 Estou certo de que descobrirão uma forma – sobretudo desde que, lamentavelmente, deixaram entrar os esbirros das finanças, vasculhar nas contas das unidades – mas, também, estou certo que tendo sido voluntário para ingressar na FA, não o serei para colaborar nesse intento.
 Posso até garantir, que só não entrarei “ao passo”, se não puder.
 Esmagado pela evidência de tão lídimo amplexo de virtudes cívicas e militares,
 Subescrevo-me
 Atento, nada venerando e desobrigado
João J. Brandão Ferreira
 TCorPilAv (Ref.)
  014391-L
 (Das mui antigas, nobres, por vezes gloriosas, mas quase extintas,  Forças Armadas Portuguesas)
.............
Apetece recordar que o Hino Nacional de Portugal apela ao patriotismo dos portugueses, lança o grito  'contra os canhões, marchar...marchar' para que não haja dúvidas de que os portugueses não têm sangue de aranha, como parece ser o caso de alguns que se apelidam de 'chefes', porque CHEFE é aquele que lidera sem ditadura, aquele que se faz obedecer pelo exemplo, que usa de justiça nas relações com aqueles que estão sobre as suas ordens. 
Ao chefe compete defender o subordinado quando este é vítima das injustiças vindas das cúpulas, e jamais esconder a cara às diatribes das autoridades supostamente superiores, porque quem não sabe defender os que o servem...
Ser Chefe é uma honra e quem tem a dita de encontrar um Homem capaz de se afirmar como líder em todas as circunstâncias, é uma pessoa feliz!

sábado, 6 de abril de 2013

AS FORÇAS ARMADAS DE 1974 VERSUS 2013

Em 1974 as Forças Armadas (FAs) possuíam uma dimensão e um poder jamais atingido em 850 anos de História (o que não voltará a repetir-se…), estavam espalhadas por quatro continentes e outros tantos oceanos e combatiam, vitoriosamente, em três teatros de operações diferentes.
 O problema maior com que se confrontavam, era a falta de oficiais do quadro permanente, derivada da rarefação de candidatos às Escolas Superiores Militares. Sobretudo no Exército e Força Aérea. Esta falta foi-se agravando desde meados dos anos sessenta e agravada por causa do sempre crescente aumento de efectivos, pela morte e incapacidade de alguns e pela saída do serviço activo, de outros.
Agravava a situação a lassidão e o cansaço que o tempo prolongado da guerra causava nos quadros militares. [1]
A situação era especialmente preocupante nas classes de capitães e subalternos (e já se fazia sentir nos sargentos).
 Ora sem oficiais não se consegue manter um Exército de pé. Pelo menos com a qualidade necessária a qual, fatalmente, irá degradar-se continuamente.
O Governo, de então, reagiu tarde e não conseguiu ou não quis, resolver o problema.

As tentativas efectuadas foram lentas, deram poucos resultados e foram inábeis ao ponto de se publicar o Decreto – Lei 373/73.[2] Este diploma causou muito mal-estar nas fileiras e espoletou a revolta activa, numa pequena percentagem da oficialidade.[3]
Tal revolta desembocou no golpe de estado ocorrido em 25 de Abril de 1974, com um “incidente” - nunca devidamente explicado - uns dias antes, a 16 de Março.
O resto do país vivia calmamente com alguns focos de instabilidade nas universidades, aquando de eleições e uns atentados à bomba por grupos de extremistas comunistas e de extrema-esquerda.
 A economia crescia a 7% ao ano (no Ultramar era mais) e crescia de forma harmónica e sustentada. O escudo era uma das moedas mais fortes e respeitadas do mundo e não havia desemprego. 
As condições sociais melhoravam paulatinamente à medida que as condições financeiras o permitiam.
 A abertura política era um facto, as forças totalitárias eram diminutas e estavam contidas e o capitalismo selvagem impedido de ultrapassar a fronteira. A maioria dos governantes tinha currículo e era gente séria, não vendida a interesses estranhos ou ao Deus “mamon”. A corrupção não estava erradicada mas estava contida e era combatida.
 E, acima de tudo, mandava-mos na nossa casa e tínhamos uma capacidade apreciável de influenciar o nosso destino.
Mesmo assim as FAs fizeram um golpe de estado - de que logo perderam o controlo - aproveitando a inabilidade do governo e o cinismo maquiavélico de um general e a vaidade (que lhe terá embotado o senso) de outro. Ambos com protagonismo forjado nas suas carreiras.
 
-O Exército do Ministro da Defesa a que temos direito...-
 O resto é conhecido, embora muito mal contado.
 Em 2013 não há guerra nas nossas fronteiras (apesar de nos últimos anos se terem já enviados mais de 30.000 militares portugueses para cerca de 30 cenários de conflito ou de cooperação técnico-militar, muitos dos quais de interesse duvidoso) vive-se uma situação “normal”, sem qualquer interferência das FAs na condução da política do país, sem alteração da ordem pública e sendo tudo conduzido democraticamente (ou havendo a ilusão disso), o país entrou em recessão económica e descalabro financeiro contando-se já três resgates financeiros o último dos quais transformou o país numa espécie de protectorado sem fim à vista.
O desconchavo social e moral é grande e a prova mais perigosa disso é o suicídio coletivo em que estamos postos, já que tudo aponta para o fim da “raça” dos portugueses…
 Entrou-se, estouvadamente, para uma coisa que parecia um clube de ricos, que nos privou da moeda e a que nos submetemos como cordeiros a caminho do matadouro e onde não mandamos nada.
O desregramento e a corrupção espalham-se infrenes e onde a vida política decorre com pouca elevação e os partidos políticos se transformaram, basicamente, em agências de empregos, sem categoria alguma.
Nos poucos intervalos da “guerra civil” permanente em que vivem uns com os outros e dentro de si, para ver quem manda e quem vai para o poder, tentam fingir que tratam dos assuntos da governação enquanto garantem o usufruto para a vida e viajam constantemente. Afinal o mundo globalizou-se…
Pelo meio entretiveram-se a destruir todo o poder nacional e a subverter os pilares institucionais da Nação. Entre estes está a Instituição Militar.
Tal se passou sem que se entendesse qualquer alerta da sua parte – como era seu dever.
 A quantidade de barbaridades a que as FAs têm sido sujeitas é dantesca. E, note-se, tal acontece quando estas estão “pacificadas” e “civilizadas”, são competentes e, no mais, patriotas.
 Ora tudo o que se tem passado, nestas últimas décadas, faz parecer as razões que levaram a depôr os órgãos de soberania, em 1974, uma brincadeira de juvenis (recordamos que o país estava em guerra – embora de baixa intensidade – e que as consequências do golpe de estado foi a de a termos perdido ignominiosamente e de a Nação ter sido amputada, sem lustre e com vergonhas muitas, de cerca de 95% do seu território e 60% da população – sim ela era portuguesa…).[4] 
E com uma agravante assinalável – a das intenções – o que se conta em duas penadas:
Em 1974 a Instituição Militar estava prestigiada e era defendida pelo poder político ao ponto de ninguém, nas fileiras, sentir minimamente a necessidade de cuidar da sua imagem (nem a “Censura” permitia que se dissesse mal dos militares).
Em 2013 a imagem mediática e social e a defesa institucional das FAs é a que todos conhecemos e anda pelas ruas da amargura.
Em 1974, independentemente dos erros cometidos relativamente ao modo de melhorar o recrutamento – em que os principais responsáveis acabaram por ser dois militares (o MDN, general Sá Viana Rebelo e o CEMGFA, general Costa Gomes), que impediram a colocação dos oficiais oriundos de milicianos num quadro próprio onde seriam promovidos sem interferirem com os oficiais do quadro permanente oriundos da Academia Militar e Escola Naval – fizeram-no, estou em crer, de boa mente, numa tentativa de resolver um problema gravíssimo que afectava, directa e negativamente, as operações militares em curso.
Tão pouco lhes passaria pela cabeça qualquer intenção de prejudicar fosse quem fosse, muito menos o de diminuir a honorabilidade ou a eficácia da IM. 
Em 2013 a quantidade de barbaridades feitas às FAs e os ultrajes à IM e aos militares atingiram níveis inauditos e continuados no tempo. E dou um doce a quem provar haver alguma boa intencionalidade no desbaste efectuado e que vai continuar até que a IM seja apenas uma recordação histórica.
Em 1974, uma pequena parte das FAs deitou o regime abaixo – com a complacência da maioria e a “ultrapassagem” do topo da hierarquia.
Em 2013 a hierarquia militar não tem sido capaz de levantar um dedo que seja, em defesa da Instituição – que é também a da defesa do país. Também com a complacência da maioria.
Em 1974 a ameaça maior à Nação vinha de forças marxistas e internacionalistas dentro e fora das nossas fronteiras; em 2013 essa ameaça maior deriva, outrossim, de forças internas e externas, mas agora de âmbito financeiro capitalista e apátrida, e também internacionalista.
Mas ambas estavam já presentes em 1974, do mesmo modo que estão presentes em 2013.
Incomodo hoje os leitores com estas observações por as achar, no mínimo, curiosas.

João José Brandão Ferreira
 Tenente Coronel Piloto Aviador (ref.),
Comandante de Linha Aérea e Mestre em Estratégia


[1] Em boa verdade invocar o “cansaço” das operações militares, em militares do quadro permanente, não é, em teoria, argumento para justificar qualquer situação menos apropriada. Mas é sabido que, na prática, tal a acontecer não deixa de provocar efeitos no Moral. O que necessita ser aferido constantemente.
[2] Este decreto previa que os oficiais milicianos pudessem frequentar um curso abreviado na Academia Militar e serem promovidos a oficiais do quadro permanente com a antiguidade da sua promoção a alferes. Ora tal, a verificar-se, iria provocar a ultrapassagem de todos os capitães, e alguns majores, licenciados por aquele estabelecimento de ensino.
Este decreto – lei tem alguns antecedentes que são importantes para a cabal compreensão do que se passou, mas que não se referem para economia de texto.
[3] Nunca contabilizada, mas que se estima em não mais de 3%. Curiosamente a classe de sargentos esteve ausente em quase tudo o que ocorreu.
[4] E sem nunca lhe terem perguntado nada. Tudo muito democrático e conforme ao Direito…